domingo, 13 de novembro de 2011

DIA DO DIABETES - Educar para prevenir é o tema da campanha mundial


Na segunda-feira (14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. Ministério da Saúde vem reforçando ações de prevenção e cuidados aos pacientes

Na segunda-feira (14), é lembrado o Dia Mundial do Diabetes. Prevenção e Educação são os focos da campanha mundial, que segue até 2013, definida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) - entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde o último dia 7 de novembro, estão acontecendo atividades por todo país para reforçar a data e informar a população sobre importância da prevenção.

Segundo a OMS e a IDF, o Brasil passará da 8ª posição do ranking mundial de portadores do diabetes para a 6ª posição em 2030.A pesquisa Vigitel, inquérito por telefone do Ministério da Saúde, publicada neste ano, verificou 6,3% da população igual ou maior de 18 anos possui diabetes. Isso representa cerca de 8,3 milhões de pessoas. A pasta estima que outras 3 milhões de pessoas desconhecem serem portadores da diabetes.

Nas próximas duas décadas, os novos casos de diabetes vão crescer 54% no mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS ). Em 2030, haverá 438 milhões de diabéticos no planeta. Nas Américas Central e do Sul, o crescimento será ainda mais acentuado (65%). Isso significa que quase 30 milhões de pessoas terão a doença em nosso continente.    

O Ministério da Saúde atento a essa epidemia mundial, vem enfatizando as ações integradas para prevenção e o cuidado das pessoas com diabetes e hipertensão arterial. O balanço divulgado nesta sexta-feira (11), aponta que o total de diabéticos e hipertensos beneficiados pela ação Saúde Não Tem  Preço chegou a quase 3 milhões, número quatro vezes maior do que em janeiro, quando 843 mil diabéticos e hipertensos foram atendidos. A Região Norte apresentou maior crescimento do País no número de beneficiados: 763% de janeiro a outubro.

Ainda, foi lançado, no último mês de agosto, o Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis/2011-2022, que define ações e recursos para o enfrentamento dessas enfermidades nos próximos dez anos. Além disso, o governo federal está implementando em todo o país as Academias de Saúde, para promover práticas de uma vida saudável. A pasta também está incentivando a prevenção e na orientação da população por meio da Atenção Básica, com o “Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica” (PMAQ), que estabelece metas para que assistência para as equipes de saúde.

A mais recentemente a estratégia é o Melhor em Casa, que tem como objetivo de levar, no Sistema Único de Saúde (SUS), atendimento domiciliar aos brasileiros. “Essa estratégia vem atender, dentre outros, os pacientes crônicos com uma assistência multiprofissional gratuita em seus lares. São pessoas que possuem o chamado Pé Diabético, por exemplo, que agora serão atendidas em casa, no seio de sua família”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Campanha – 2011 é o terceiro ano da campanha “Diabetes: Educar Para Prevenir”, escolhida para o período 2009-2013. No mundo, estima-se que existem atuamente 300 milhões de pacientes. Com a primeira Reunião Geral das Nações Unidas que abordou as Doenças Silenciosas, em setembro, o Dia Mundial do Diabetes foi fortalecido nessa agenda internacional de combate às doenças Crônicas Não Transmissíveis. Em dezembro, ocorre em Dubai (Emirados Árabes, o Diabetes World Congress.

sábado, 12 de novembro de 2011

Pesquisas indicam ligação entre antibióticos e obesidade

Por Kate Murphy
The New York Times
Alterar o equilíbrio microbiano do estômago com uso de antibióticos
pode tornar as pessoas mais suscetíveis a ganhar peso, segundo especialistas
O uso excessivo de antibióticos tem levado à criação de bactérias resistentes aos medicamentos, conhecidas como superbactérias, tais como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina. Agora, porém, pesquisadores estão verificando uma possibilidade igualmente inquietante: o abuso de antibióticos também pode estar contribuindo para a crescente incidência de obesidade, bem como para alergias, doenças inflamatórias intestinais, asma e refluxo gastroesofágico.

Martin Blaser, professor de microbiologia do Centro Médico Langone, na Universidade de Nova York, é um dos que estão chamando atenção para a possibilidade. Em um comentário publicado em agosto na revista Nature, ele afirmou que os antibióticos alteram permanentemente a flora microbiana do corpo humano, também conhecida como microbioma ou microbiota, acarretando consequências imprevistas e graves para a saúde.

O intestino humano, em particular, abriga bilhões de bactérias, mas pouco se sabe sobre esse ecossistema oculto. Considere-se a bactéria Helicobacter pylori, por exemplo, associada ao aumento de risco de úlceras e câncer gástrico. Muitos médicos prescrevem prontamente antibióticos para matá-la, mesmo quando o paciente não tem sintomas.

H. pylori

Contudo, em 1998, em um artigo publicado no British Medical Journal, Blaser foi mais comedido. Na ocasião, argumentou que a H. pylori pode não ser um agente tão ruim, no fim das contas. "Estamos falando de uma bactéria que integra o intestino humano há pelo menos 58 mil anos", disse Blaser em uma entrevista. "Provavelmente existe uma razão para isso".

Seu laboratório, desde então, produziu um fluxo de resultados que sustentam sua suspeita. Blaser e seus colegas descobriram, por exemplo, que o estômago se comporta de maneira diferente após a utilização de antibióticos para a erradicação da H. pylori.

Supõe-se que, após uma refeição, os níveis de grelina - um hormônio da fome secretado no estômago - diminuam. Mas, na pesquisa em indivíduos sem H. pylori, a quantidade de grelina no sangue se manteve, indicando ao cérebro que se continue comendo.

Além disso, os ratos do laboratório de Blaser tomaram antibióticos em doses semelhantes às dadas a crianças para tratar infecções de ouvido e de garganta, suficientes para matar a H. pylori em muitos pacientes. Foi registrado aumento da gordura corporal nos animais, embora sua dieta não tenha sido alterada. (Na verdade, há muito tempo os pecuaristas dão antibióticos ao gado para promover ganho de peso sem aumentar a ingestão calórica).

Estes resultados são consoantes com a pesquisa conduzida atualmente por Peter Turnbaugh, geneticista da Universidade Harvard, em colaboração com Jeffrey Gordon, gastroenterologista da Universidade de Washington, em St. Louis. Eles descobriram que a proporção de diferentes tipos de bactérias no intestino de ratos obesos e humanos obesos é significativamente diferente da dos magros, sugerindo que alterar o equilíbrio microbiano do estômago com antibióticos pode tornar os pacientes mais suscetíveis a ganhar peso.

Alergias

O uso excessivo de antibióticos também pode ser a raiz de outros problemas de saúde. Yu Chen, epidemiologista da Universidade de Nova York, encontrou uma correlação inversa entre a infecção por H. pylori e a asma infantil, a rinite e alergias dermatológicas em 7600 participantes da Pesquisa Nacional em Saúde e Nutrição, nos Estados Unidos.

Pesquisas de observação têm demonstrado que, na verdade, a eliminação da H. pylori aumenta o risco de refluxo gástrico, que é em si associado à asma, bem como de doenças de esôfago. Pesquisadores na Suíça e na Alemanha relataram que camundongos que receberam H. pylori se tornam na verdade protegidos contra a asma.

Barry Marshall, professor de biologia clínica da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth, agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina em 2005 por sua participação na descoberta da H. pylori e seu papel na gastrite e úlcera péptica, teve uma reação mais discreta.

"Eu nunca matei ninguém por receitar antibióticos para a H. pylori, mas pessoas morreram por não tomar antibióticos para se livrar dela", disse ele.

Os pacientes cuja flora interna se encontra dizimada por antibióticos tendem a readquirir as bactérias ao longo do tempo, principalmente se a pessoa reside com outras, disse Marshall.

No entanto, ele concorda com a Blaser a respeito de que os antibióticos têm sido administrados em excesso. Marshall disse que até mesmo prevê o dia em que uma cepa desintoxicada da H. pylori possa ser utilizada como tratamento para doenças como a obesidade e a asma.

Porém, o aumento no uso de antibióticos pode estar causando danos que vão muito além dos que resultam da perda da H. pylori.

"Até agora, nos concentramos na H. pylori porque temos testes de diagnóstico para detectá-la, mas poderíamos dizer que a H. pylori é um organismo que indica um provável processo de desaparecimento de uma ampla microbiota, o que aumenta o risco de doenças", afirmou Blaser.

Pesquisas

Os Institutos Nacionais de Saúde também estão preocupados, tanto que investiram US$ 6,5 milhões na pesquisa de Blaser durante o ano passado, a fim de investigar o papel do desaparecimento de microbiotas na atual epidemia de obesidade. Além disso, destinaram US$ 115 milhões em 2008 ao financiamento do Projeto Microbioma Humano, que se propõe a identificar micróbios que residem na pele e no interior de organismos humanos saudáveis.

"Podemos pensar nessa iniciativa como o segundo projeto do genoma humano, no qual faremos o sequenciamento dos genes da enorme diversidade de bactérias que povoa nosso corpo", disse Julie Segre, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano dos Institutos Nacionais de Saúde. "Vamos recolher amostras de 200 voluntários saudáveis para ter uma ideia do que é uma microbiota normal e saudável".

Trata-se de um projeto ambicioso, dado que as bactérias do corpo superam as células humanas em uma relação de 10 para 1. Porém, os pesquisadores envolvidos dizem que os avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA fizeram com que a iniciativa se tornasse viável. Até o momento, o projeto foca apenas nos micróbios que residem sobre a pele e nas áreas do nariz, da boca, do intestino e na genitália.

David Relman, professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Stanford, disse que o Projeto Microbioma Humano é importante porque não são apenas os antibióticos que estão alterando a microbiota humana: "Muitos aspectos da vida moderna, incluindo a alimentação, famílias menores, mais práticas de higiene e melhorias no saneamento público, estão afetando nossas comunidades bacterianas".

Obter um retrato genético das bactérias que povoam os seres humanos hoje seria fornecer um referencial para acompanhar problemas futuros, assim como transtornos decorrentes deles.

"Precisamos entender como nossas comunidades microbianas operam, além de identificar o que dar a elas para que possam florescer novamente", disse Relman. "É instigante e totalmente possível que no futuro tenhamos um coquetel de cepas e espécies de bactérias para reparar os danos colaterais que os antibióticos e outras práticas têm desencadeado na ecologia do nosso organismo".

As ideias de Blaser nem sempre foram populares, mas ele se sente satisfeito com o interesse crescente pelo microbioma humano e suas relações com a saúde.

"Sei que agora estou fazendo o trabalho mais importante da minha carreira", disse ele.

Fonte: http://noticias.uol.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Mais frequente em homens, câncer de laringe está relacionado ao álcool e ao tabaco


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 66, tem um tumor maligno na laringe de agressividade intermediária, de acordo com a equipe médica responsável, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Segundo os médicos, o tumor de Lula é o mais comum nesta região, está “relativamente em estado inicial” e não se espalhou pela laringe. O ex-presidente irá se submeter a quatro sessões de quimioterapia – uma a cada 20 dias. Em seguida, passará por radioterapia. Caso não responda ao tratamento, a cirurgia pode ser considerada.

O câncer de laringe atinge principalmente homens e é um dos mais comuns na região da cabeça e pescoço. Segundo o Instituto do Câncer (Inca), fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe que pessoas que não fumam. Lula é ex-fumante e tinha o hábito de fumar cigarrilhas. O câncer de laringe representa cerca de 25% dos tumores malignos na região da cabeça e pescoço.

Perguntas e respostas sobre o câncer de laringe

O que é a laringe? A laringe é um órgão especializado que constitui um esfíncter protetor para a entrada das vias aéreas, sendo também responsável pela produção da voz, uma vez que inclui as cordas vocais. Acima, abre-se na parte laríngea da faringe, e abaixo continua com a traqueia. A estrutura da laringe é constituída de cartilagens, que estão ligadas por membranas e ligamentos e são movimentadas por músculos. A cartilagem na frente da laringe é popularmente conhecida como pomo de Adão. A laringe é constituída por três partes principais: superior (ou supraglótica), média (glote; onde estão as cordas vocais) e inferior (ou subglótica; que se conecta com a traqueia).

Qual a frequência desse tipo de câncer? O câncer de laringe é um dos mais comuns a atingir a região da cabeça e pescoço, representando cerca de 25% dos tumores malignos que acometem esta área e 2% de todos os cânceres. Aproximadamente 2/3 desses tumores surgem na corda vocal verdadeira e 1/3 acomete a laringe supraglótica (ou seja, localizam-se acima das cordas vocais). O tipo mais prevalente, em mais de 90% dos pacientes, é o carcinoma epidermoide.

Qual a incidência da doença no país? Estima-se que em 2009 tenham sido registrados 9.320 casos de câncer de laringe no Brasil, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer). Em 2008, a doença causou 3.594 mortes, sendo que 3.142 eram homens e 452, mulheres.

Quais as causas do câncer de laringe? O álcool e o tabaco são os maiores inimigos da laringe. Fumantes têm dez vezes mais chances de desenvolver câncer de laringe. Caso o consumo do cigarro seja associado ao uso de bebidas alcoólicas o risco pode ser até 140 vezes maior comparado a uma pessoa que não fuma e não bebe. Outros fatores de risco são poluição do ar, infecção por HPV, refluxo gastresofágico, e algumas exposições ocupacionais, como inalação frequente de produtos químicos. Ter casos de câncer na família também pode ser um fator de risco.

Quais os sintomas do câncer de laringe? Os sintomas estão diretamente ligados à localização da lesão. Assim, a dor de garganta sugere tumor supraglótico, e rouquidão indica tumor glótico ou subglótico. O câncer supraglótico geralmente é acompanhado de outros sinais, como alteração na qualidade da voz, dificuldade de engolir e sensação de "caroço" na garganta. Nas lesões avançadas das cordas vocais, além da rouquidão, podem ocorrer dor na garganta, dificuldade para engolir e dificuldade para respirar ou falta de ar.

Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico do câncer de laringe é realizado por meio de um exame chamado laringoscopia. A laringoscopia pode ser direta ou indireta, sendo que a laringoscopia direta é realizada em cirurgia. Esse exame é solicitado pelos médicos somente no caso de sintomas relacionados a doenças na laringe ou para pacientes fumantes há muitos anos.

Como evitar a doença? Além de evitar o álcool e o tabaco, deve-se evitar alimentos muito temperados ou gordurosos e líquidos muito quentes ou muito frios. Falar muito alto e sem pausas causa os chamados calos vocais. Pacientes com câncer de laringe que continuam a fumar e a beber têm probabilidade de cura reduzida e aumento do risco de aparecimento de um segundo tumor na área de cabeça e pescoço.

Como é o tratamento? De acordo com a localização e a extensão do câncer, ele pode ser tratado com cirurgia e/ou radioterapia e com quimioterapia associada à radioterapia. Quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, maior a possibilidade de o tratamento evitar deformidades físicas e problemas psicossociais, já que a terapêutica dos cânceres da cabeça e do pescoço pode causar problemas nos dentes, fala e deglutição. A laringectomia total (retirada da laringe) implica na perda da voz e em traqueostomia definitiva (abertura de um orifício artificial na traqueia, abaixo da laringe). Como a preservação da voz é importante na qualidade de vida do paciente, algumas vezes a radioterapia pode ser empregada primeiro, deixando a cirurgia como segunda opção. A associação de quimioterapia e radioterapia é utilizada em protocolos de preservação de órgãos, criados para tumores mais avançados. Os resultados na preservação da laringe têm sido positivos. Da mesma forma, novas técnicas cirúrgicas foram desenvolvidas permitindo a preservação da função da laringe, mesmo em tumores moderadamente avançados. Vale ressaltar que mesmo em pacientes submetidos à laringectomia total é possível a reabilitação da voz através de próteses.

Fontes: Inca (Instituto Nacional do Câncer), Hospital A.C. Camargo e site Boa Saúde.



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

10 dicas para afastar a gordura trans de sua dieta

Nutricionistas listam medidas simples, como evitar frituras e escolher bem os congelados

Não precisa tirar a margarina do cardápio coma pouco

As gorduras trans (GT) - um tipo específico de gordura formado pelo processo de hidrogenação natural ou industrial - estão presentes em alimentos, como carne e leite, além de alguns produtos industrializados.

Não é possível excluí-las totalmente da alimentação - embora em alimentos industrializados elas possam ser substituídas - porém nem sempre com um resultado satisfatório em relação à textura e ao sabor.

O consumo excessivo contribui para o aumento do colesterol total e do LDL (o colesterol ruim) e ainda promove a redução dos níveis de HDL (o colesterol bom), trazendo riscos para o coração e a saúde de forma geral.

Devido aos prejuízos que pode causar, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a redução de trans nos alimentos. Pelas orientações, não se deve consumir mais do que 2 gramas por dia.

Elas foram substituídas por outros tipos de gorduras, mas nem sempre elas são mais saudáveis. A substituição pode ser feita, por exemplo, por uma gordura que tenha um nível alto de saturação e que pode ser tão prejudicial ao organismo quanto a GT, quando consumida em excesso", alerta Maria Fernanda Elias, nutricionista, mestre em Saúde Pública e doutoranda em Nutrição Humana Aplicada pela Universidade de São Paulo (USP).

Alimentos com menos de 0,2 gramas de GT por porção podem ser rotulados como "livre de gordura trans". "Eles ainda contém traços de GT, mas é uma quantidade que a Anvisa classifica como ‘não significativa'", diz Maria Fernanda.

Para tornar mais fácil manter uma dieta saudável para o coração em casa, há anos, a Food and Drug Administration nos EUA exige que alimentos e bebidas listem as gorduras trans no rótulo de informação nutricional.

"É importante ler as informações nutricionais, bem como a lista de ingredientes. Fique atento a nomes como gordura hidrogenada, gordura parcialmente hidrogenada, gordura saturada e banha, consumindo com moderação estes tipos de alimentos", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, diretora do Grupo Equilibrium, de São Paulo.

Aqui estão 10 sugestões para afastar os riscos da gordura trans de sua dieta.

1.           Evite alimentos fritos. Frango, pastéis, salgadinhos e outras frituras carregam gordura trans e colesterol. Em vez de fritar, uma opção é usar a frigideira para "saltear" o alimento - método que pode ser considerado uma fritura com pouca gordura. Não se esqueça de usar óleos líquidos, como azeite ou óleo de canola e em quantidade adequada para manter as calorias sob controle

2. Modere no fast food. As redes fast food têm fama de cardápios ricos em colesterol, mas muitas cadeias de restaurantes já oferecem opções saudáveis para o coração. Dica: procure alimentos frescos e evite frituras e molhos com muito queijo e condimentos. Opte por saladas, peixe ou frango grelhado, batata cozida. Além disso, pule as sobremesas fritas, biscoitos e tortas recheadas. "Evite os molhos muito calóricos, mas não precisa ter fobia de molhos. Um a base de azeite ou do tipo rose dão gosto às saladas, sem comprometer a saúde", diz Cynthia.

3. Reduza o consumo de preparos de sobremesa. Misturas para bolos e doces podem ser convenientes, mas muitas têm quantidades de gorduras trans. Experimente fazer um bolo da forma tradicional, incorporando gorduras saudáveis e polvilhe açúcar de confeiteiro por cima em vez de glacê. "Use leite desnatado, óleos vegetais ao invés de manteiga. Outra dica é o iogurte natural desnatado ao invés de chantilly. Nas tortas doces, troque a ‘massa podre' (que requer grandes quantidades de gordura) por massa feita com biscoitos ou cereais integrais", sugere a nutricionista Maria Fernanda.

4. Atenção ao consumo de macarrão instantâneo e sopa em copo. São coringas em uma dieta de quem não tem muito tempo. Mas a grande quantidade de gorduras trans deve fazer você diminuí-los de seu dia a dia. A alternativa pode ser essa: faça uma panela grande de sopa no fim de semana, divida-a em porções individuais, congele e tenha várias refeições deliciosas e nutritivas.

5. Escolha cuidadosamente os congelados. Você não tem que evitar o corredor de comida congelada do supermercado. Só precisa fazer escolhas nutritivas. Por isso, leia os rótulos e escolha os alimentos mais próximos à sua forma natural e evite os que tenham gordura saturada, trans e colesterol. Faça um estoque de vegetais e frutas congeladas sem molhos para adicionar a cozidos, sopas, ensopados e smoothies. E procure fontes de proteína magra: escolha peixes que não sejam à milanesa. Saiba mais: 20 maneiras de comer mais frutas e vegetais.

6. Evite os doces recheados. Quando se trata de recheios pastosos - com ingredientes de origem animal (como leite, ovos) -, a melhor maneira de reduzir as gorduras é evitar esses alimentos. Boas opções são doces com grãos integrais, muffins de farelo de trigo ou frutas e iogurtes.

7. Reduza a quantidade de margarina. Durante anos, as pessoas acreditaram que a margarina era melhor do que a manteiga, que é rica em colesterol. Descobriram, então, gordura trans nas margarinas. Mas hoje o problema foi corrigido e você pode mantê-la em sua dieta - ou usar um creme vegetal. Fique atento apenas a quantidade a ser consumida. "Ainda existe muita controvérsia a respeito dessas substituições. A margarina não contém colesterol, mas contém gorduras saturadas que também promovem o aumento do colesterol. Ou seja, o melhor é optar por aquele alimento que mais agrada em termos sensoriais e usá-lo em pouca quantidade para passar no pão (o mínimo possível). Costumamos recomendar ‘uma ponta de faca", diz Maria Fernanda.

8. Não abuse de alimentos pré-prontos. Eles parecem tão fáceis de preparar... Mas aqueles pacotes de pães de queijo, pizza, massa, biscoitinhos, tortinhas congeladas podem estar carregados de gorduras trans. Vá para as prateleiras de alimentos de grãos integrais. Ou, como no caso dos bolos, faça seu próprio alimento. "Quando preparamos os alimentos em casa, sempre é possível usar menor quantidade de gordura, optar pelos óleos vegetais e preferir ingredientes mais saudáveis, como farinhas integrais, leite desnatado, queijo branco, frutas e pouco açúcar", reforça Maria Fernanda.

9. Atenção à pipoca de microondas. Pipoca pode fazer parte de uma dieta saudável para o coração, mas não quando é carregada de sal, colesterol alto, manteiga. "O excesso de sal na alimentação está diretamente associado a risco de hipertensão", lembra Maria Fernanda. Prefira a pipoca "neutra" e adicione você mesmo o sal (pouco) ou outros temperos. Para pipoca doce, acrescente uma pequena quantidade de mel e canela.

10. Prefira café sem chantilly. É gostoso um creminho por sobre o café. Mas as gorduras estão ali boiando e podem contribuir para níveis elevados de colesterol. Se quiser dar uma suavizada no café, tente um pouquinho de leite desnatado ou apenas aquela espuminha de leite.

Fonte: http://www.midianews.com.br 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Por que a meditação tem tantos efeitos positivos?

por Anna Mikulak

Cientistas varreram a literatura científica para elaborar um quadro geral
capaz de explicar os muitos benefícios da meditação. [Imagem: MIT]

Atenção no agora

Em tempos de estresse, muitas vezes somos incentivados a fazer uma pausa por um momento e simplesmente ficar no "agora".

Este tipo de consciência, ou "mente alerta", uma parte essencial das tradições budista e da ioga indiana, transformou-se em um comportamento predominante conforme as pessoas tentam encontrar formas de combater o estresse e melhorar sua qualidade de vida.

E as pesquisas sugerem que a meditação da mente alerta pode ter benefícios para a saúde e o desempenho individual, incluindo melhorias na função imunológica, redução da pressão sanguínea e melhorias nas funções cognitivas. A meditação da mente alerta é a prática de induzir uma consciência aberta e receptiva do momento presente, evitando pensar no passado ou se preocupar com o futuro. Acredita-se que ela reduza o estresse e melhore a saúde em pacientes sofrendo de diversas doenças.

Mas como é que uma única prática pode ter efeitos tão amplos sobre o bem-estar?

Prática multifacetada

Um novo artigo, publicado na última edição da revista Perspectivas sobre as Ciências Psicológicas, varreu a literatura científica para elaborar uma estrutura capaz de explicar estes efeitos positivos da meditação.

O objetivo deste trabalho foi "proporcionar 'um quadro geral', organizando muitas descobertas, como as peças de um mosaico," afirma Britta Hölzel, da Universidade Harvard, uma das autoras do estudo.

A conclusão dos pesquisadores é que aquilo que chamamos de meditação da mente alerta não é uma habilidade única.

Pelo contrário, é uma prática mental multifacetada que engloba vários mecanismos.

Efeitos positivos da meditação

Os autores identificaram especificamente quatro componentes-chave de atenção que podem ser responsáveis pelos efeitos da meditação:
  1. a regulação da atenção
  2. a consciência corporal
  3. a regulação da emoção
  4. e o sentido do self
Juntos, esses componentes nos ajudam a lidar com os efeitos mentais e fisiológicas do estresse por métodos que não envolvem julgamentos.

Embora estes componentes sejam teoricamente distintos, eles estão intimamente entrelaçados.

A melhoria na regulação da atenção, por exemplo, pode facilitar diretamente a consciência do nosso estado fisiológico.

A consciência corporal, por sua vez, nos ajuda a reconhecer as emoções que estamos experimentando.

Compreender as relações entre esses componentes e os mecanismos cerebrais subjacentes a eles vai permitir aos médicos adequar melhor as intervenções da meditação da mente alerta para seus pacientes, diz Hölzel.

Treinamento e prática

No nível mais fundamental, o trabalho reforça a visão de que a meditação da atenção plena não é uma panaceia, capaz de curar qualquer coisa.

Uma meditação da mente alerta eficaz requer treinamento e prática, e tem diferentes efeitos mensuráveis sobre nossas experiências subjetivas, nosso comportamento e nossas funções cerebrais.

Os autores esperam que a pesquisa "permita que um conjunto muito mais amplo de indivíduos utilize a meditação da atenção plena como uma ferramenta versátil para facilitar mudanças - tanto na psicoterapia quanto na vida cotidiana."


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br. Publicado em 09/11/2011.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pedala Brasil

Saiba o que tem sido feito para dar mais conforto e segurança àqueles que decidem cruzar as cidades de bicicleta
Por Priscila Santos


Se você é daqueles que quando ouvem falar em bicicleta como meio de transporte já tascam logo um 'no Brasil é impossível', aí vai uma informação que pode fazê-lo rever sua opinião: a bicicleta é o veículo individual mais usado no país. A conta é fácil: a magrela é o meio de transporte próprio mais popular nos pequenos centros urbanos (municípios com menos de 50 mil habitantes), que representam mais de 90% das cidades brasileiras. E, pasme, o maior uso da bike é para ir ao trabalho e, depois, à escola. Quer desfazer mais um mito? A bicicleta pode ser mais rápida que o carro. Num engarrafamento na capital paulista, por exemplo, os automóveis andam de 5 a 8 quilômetros por hora, enquanto a bike chega a 15. Não seria esse um bom motivo para você aposentar o carro? Então descubra o que tem sido feito para que cada vez mais brasileiros saiam de casa pedalando.
 
Em 1973, quando o mundo se assombrou diante da primeira grande crise do petróleo, jornais da Holanda e Dinamarca publicaram fotos de seus respectivos reis andando de bicicleta, sob as manchetes: Temos uma boa alternativa de transporte. O Brasil demorou um pouquinho mais a se manifestar. E, diferentemente da Europa, onde os governos criaram espontaneamente espaços para ciclistas, tivemos que seguir um caminho mais parecido com o de São Francisco, nos Estados Unidos, onde foi preciso botar a boca no trombone para as coisas começarem a acontecer. Por aqui, tem-se aliado o cicloativismo ações de pessoas comuns em prol do uso da bicicleta ao diálogo com as autoridades. O importante, dizem os ativistas, é que essas duas partes são parceiras.

Mãos à obra
Em 2004, o Ministério das Cidades lançou o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta, uma bússola para municípios que pretendem ampliar o uso desse meio de transporte. Saímos de 99 para 276 municípios com algum tipo de via para bicicleta e saltamos de pouco mais de 600 para 2505 quilômetros de ciclovias, de 2003 para cá, diz o diretor de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Renato Boareto. Comparado à Europa, é pouco, claro. A Holanda tem um quinto do território de Santa Catarina e 14 vezes mais infra-estrutura nesse campo que o Brasil. Mas o mais importante é o número de cidades no Brasil que têm projetos, diz Renato.
 
Recentemente, o governo do Rio de Janeiro lançou o programa Rio O Estado da Bicicleta. Começamos com um levantamento nos 92 municípios e estamos desenvolvendo projetos nos sete primeiros. Em Tanguá, onde a bicicleta responde por 40% dos deslocamentos diários, planejamos quase 20 quilômetros de malha cicloviária, diz o coordenador do programa, Leonardo Carvalho.
 
Enquanto isso, a prefeitura do Rio de Janeiro trabalha para colocar na rua as bicicletas de aluguel em que o usuário retira a bike em uma estação e deixa em outra, com a primeira meia hora de uso gratuita , nos moldes de Paris e Barcelona. Nesta primeira fase, serão 50 estações em oito bairros, com dez a 20 bicicletas em cada. Imagino que até o fim do ano já tenhamos 20 estações funcionando, diz Sérgio Bello Franco, diretor de projetos especiais do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos. As bikes públicas do Rio só não serão as primeiras do país se São Paulo sair na frente. Estamos formatando um projeto piloto com 25 estações de bicicletas de aluguel entre o centro e a avenida Paulista, preferencialmente junto às estações de metrô, diz André Goldman, assessor técnico da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.
 
Apesar de contar com apenas 12 quilômetros de ciclovias, São Paulo está tentando melhorar isso. Em 2007, lançou uma lei que declara a criação do sistema cicloviário do município e prevê, por exemplo, a construção de ciclovias, ciclofaixas (faixas exclusivas para bicicletas na mesma pista dos automóveis) e estacionamentos para magrelas (aliás, esse é um dos focos de diversos projetos no Brasil). Estão para ser entregues aos paulistanos os 12,5 quilômetros da ciclovia Radial Leste, que liga as estações de metrô Tatuapé e Corinthians-Itaquera, na zona leste. Com o projeto cicloviário do bairro do Butantã, na zona oeste, serão mais 105 quilômetros a ser percorridos por bike.
 
No Nordeste, Aracaju tem chamado atenção por suas ações de incentivo ao uso da magrela. Nos últimos cinco anos, as ciclovias passaram de 13 para 45 quilômetros, diz Fabrício Lacerda Alves, ciclista e consultor de mobilidade por bicicleta da Secretaria Municipal de Transporte da cidade. Nos horários de pico, tem até engarrafamento em ciclovia. Nos últimos cálculos, registramos 163 ciclistas por minuto na ciclovia mais movimentada da cidade, afirma Fabrício.
 
O movimento também pode ficar animado no Distrito Federal. A perspectiva é que sejam construídos 420 quilômetros de ciclovias em dois anos, que se somarão aos 40 já existentes. Acredito que o governo consiga construir 150 quilômetros nesse prazo, o que já seria suficiente para colocar o Distrito Federal no topo dos locais de maior infra-estrutura para bicicleta no Brasil, diz Antônio Miranda, consultor de projetos cicloviários.

Leia mais na edição especial Vá de Bicicleta: Lá, você confere a reportagem Pedala Brasil na íntegra, com uma discussão sobre a eficiência das ciclovias, a necessidade de um plano de educação para o trânsito, a técnica de traffic calming e muito mais.
 

terça-feira, 1 de novembro de 2011

7 Alimentos que saciam a vontade de doce sem estragar a dieta


Toda mulher já passou por isso: quando a ansiedade bate, tudo o que é doce parece extremamente delicioso. Para não cair em tentação, conheça algumas opções que saciam essa vontade sem comprometer a dieta.

1. Frutas

Uma maneira deliciosa e diferente de comer frutas é deixá-las no congelador por algum tempo até que fiquem bem firmes. Tente com uvas, por exemplo. Á medida que vão descongelando, elas simplesmente derretem na boca.

2. Sorvete

No verão, algo gelado pode ser uma ótima opção. Já estão disponíveis no mercado algumas opções de sorvetes e picolés industrializados livres de gorduras, sem açúcar e com baixo teor calórico. Leia a tabela nutricional e faça a melhor escolha.

3. Pudim

Pudins sem açúcar e sem gordura são práticos, fáceis de fazer e vêm em uma grande variedade de sabores. Desde os tradicionais, como chocolate e baunilha, até os mais diferentes, como morango, maracujá e caramelo. Um pacote de pudim light instantâneo rende quatro porções, e se for feito com leite desnatado, contém de 70 a 80 calorias cada, dependendo do sabor. Além disso, são uma grande fonte de cálcio!

4. Iogurte

Com tantas opções e sabores disponíveis na versão light fica até difícil resistir. Além do natural e do tradicional com sabor de morango, você encontra facilmente iogurtes de ameixa, banana, mamão, entre outros. Os iogurtes light não têm gordura e possuem menos calorias que os iogurtes regulares. Uma unidade tem cerca de 100 calorias e é uma ótima fonte de proteínas, cálcio e culturais ativas, que ajudam a regularizar o funcionamento do intestino.

5. Pipoca Doce

Se a sua vontade estiver mais para algo quente e crocante, a pipoca doce é uma boa escolha. A maioria das pessoas não percebe que a pipoca é grão integral, e é rica em fibras, também! Um saquinho pequeno de pipoca doce industrializada contém apenas 100 calorias.

6. Chá

Livres de calorias e repletos de benefícios naturais, os chás podem ficar muito mais docinhos e deixá-la livre de culpa se você utilizar adoçantes. Com sabores que variam de camomila, que tem efeito calmante, passando pelo sabor exótico do morango, ao tradicional mate, que dá disposição, com certeza você encontrará um que lhe agrade e amenize a vontade de comer um doce.

7. Chocolate quente

Outra opção deliciosa de bebida é o chocolate quente. Só porque a palavra "chocolate" está no nome não significa que tem que ser hipercalórico. Uma porção da bebida sem adição de açúcar possui apenas 55 calorias! Se quiser algo ainda mais saboroso, com adição de pouquíssimas calorias, acrescente algumas gotas de essência de hortelã ou uma colher de chá de canela.

Esperamos que consiga incluir essas dicas em seus hábitos alimentares, mantendo a forma e saúde em dia!

Fonte: My Curves – Health Focus


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