terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Duro de roer

1 a cada três mulheres terá osteoporose após os 50 anos; 10 milhões de brasileiros têm doença; 10 mulheres para cada homem são afetadas pela enfermidade
Gabriel Moro
A boa notícia: ficar fora dessa estatística depende de você

Os ossos são o Banco Central do corpo humano. Eles detêm 99% da poupança do mineral mais abundante do organismo, o cálcio. Trata-se de um Banco Central generoso. Se alguma parte do corpo precisar, recorre ao esqueleto na certeza de receber o mineral. "O cálcio precisa estar disponível na corrente sanguínea o tempo inteiro", diz Marcelo Pinheiro, reumatologista do Hospital São Paulo (Unifesp) e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Além de compor dentes e ossos, ele atua na coagulação do sangue, na contração de músculos, no batimento do coração e nas sinapses dos neurônios. É, logo, fundamental para o funcionamento do organismo. "Na falta de cálcio na corrente sanguínea, o mineral será retirado dos ossos", afirma Pinheiro.

Nessas transações, as mulheres têm de ficar alertas: o Banco Central feminino é mais aberto a negociações do que o masculino. Um dos fatores que contribuem para isso é o fato de os homens terem 30% mais massa óssea que as mulheres, o que garante proteção extra. Segundo a Sociedade Brasileira de Osteoporose, as mulheres são dez vezes mais vulneráveis do que os homens à ocorrência de osteoporose — doença mais conhecida dos ossos, que afeta 10 milhões de brasileiros.

A menopausa também pesa desfavoravelmente ao sexo feminino na balança dos gêneros. Com a queda brusca na produção do hormônio estrogênio, a mulher apresenta uma perda de 0,5% da massa óssea por ano, em média. "É um período que requer atenção e monitoramento", diz Pérola Plapler, diretora da divisão de medicina física do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Pérola explica que o estrogênio atua na proteção do esqueleto ao estimular as células formadoras do osso (osteoblastos) e inibir aquelas que retiram massa óssea (osteoclastos).

O adoecimento dos ossos, dessa forma, está intimamente ligado ao prolongamento da expectativa de vida. Hábitos modernos, como sedentarismo e alimentação desequilibrada, também colaboram para o quadro.

Reposição hormonal: vale a pena?

Durante tempos a medicina avaliou que a reposição hormonal brecaria a perda de massa óssea. Até um estudo recente da Women’s Health Initiative, instituição do governo americano, mostrar as consequências indesejadas do tratamento.
Os cientistas fizeram testes controlados de reposição hormonal em mulheres sadias no período pós-menopausa. Descobriram que, apesar do menor risco de sofrer fraturas de quadril (comum entre pessoas com osteoporose), as voluntárias estavam mais suscetíveis a problemas cardíacos e vasculares do que aquelas que não tomavam hormônios. Resumo da ópera: ao mesmo tempo que a reposição hormonal ajudava no combate a doenças ósseas, apresentava efeitos colaterais perigosos.

O estudo levou a Unidade de Farmacovigilância da Anvisa, no Brasil, a recomendar que o tratamento não seja utilizado anos seguidos por mulheres que ainda não apresentem doenças nos ossos.

Remédio aplicado em quase todas as especialidades médicas, a cortisona e seus derivados (corticosteroides, hidrocortisona, metilprednisona e dexametasona) são outros vilões no combate a enfermidades relacionadas ao esqueleto. "O uso do medicamento por anos seguidos repercute em duas frentes", explica Felipe Hennig Gaia Duarte, endocrinologista do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo. "Ele pode aumentar a ação do osteoclasto no processo de reabsorção óssea e, assim, diminuir a ação do osteoblasto na formação óssea", afirma. "Ou também pode reduzir o processo de absorção de cálcio no intestino."

Alerta ligado

As doenças ósseas aparecem sem causar dores ou sintomas. São como assaltantes que invadem o Banco Central sem se deixar notar. Por isso, recomenda-se que as mulheres façam um exame de densitometria óssea por ano a partir da menopausa para saber se algo está caminhando errado.

Um dos caminhos é a osteopenia, diagnosticada quando a massa óssea está abaixo da esperada para a idade do paciente. Alguns médicos a consideram uma condição, sem necessidade de tratamento. Outros encaram como uma doença causada, por exemplo, pela falta de estrogênio.

Pelo sim, pelo não, trata-se de um sinal de alerta que precisa ser monitorado. "O tratamento da osteopenia começa com a ingestão de cálcio, banhos de sol e prática de exercícios", diz Amaral Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Densitometria Clínica (SBDens). Caso a osteopenia avance, chega-se ao quadro de osteoporose. O esqueleto deixa de formar massa óssea e cai o ritmo da renovação do tecido.

Nas mulheres, a preocupação tem de ser maior, porque a falta de estrogênio depois da menopausa facilita o desenvolvimento da doença. "Os ossos ficam porosos e frágeis, mais suscetíveis a fraturas do que o normal", diz o endocrinologista Felipe Hennig Gaia Duarte.

Investimento a longo prazo
Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, os hábitos saudáveis têm de fazer parte da rotina.

Eles são responsáveis por 30% da formação da massa óssea do corpo humano. Como o esqueleto está em constante mutação e renovação, precisa de estímulos frequentes para se manter saudáveis.

A saúde dos ossos se constrói num tripé inseparável: ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exercícios físicos e banhos de sol. Há controvérsias, mas boa parte da classe médica acredita que o protetor solar bloqueia a ação dos raios UVB, que fazem a síntese de vitamina D, ajudando na absorção de cálcio. "É um dilema que as mulheres enfrentam: cuidar da pele ou dos ossos?", diz Marcelo Pinheiro. Para não expor seu rosto a rugas precoces, proteja a face com protetor e tome sol nos braços ou pernas cerca de 15 minutos por dia.

Com relação ao cálcio, o Estudo Brasileiro de Osteoporose (Brazos) apontou que nove em dez mulheres não consomem os mil mg do mineral recomendados por dia. Isso equivale a 4 copos de leite ou um filé de 110 g de salmão (44 mg), 100 g de queijo de minas (500 mg) e dois potes de iogurte (400 mg).

Por fim, vá ao clube. "O stress físico proporcionado pela prática de determinados exercícios é o maior estímulo para a remodelação e o fortalecimento do osso", afirma Marcelo Rezende, presidente da Sociedade de Reumatologia do Mato Grosso do Sul. As melhores atividades são as de impacto, por promover um estímulo elétrico que favorece o depósito de cálcio no esqueleto. Uma revisão de pesquisas publicada no Journal of Cardiopulmonary Rehabilitation & Prevention mostrou que esse tipo de exercício aumenta a força dos ossos em até seis vezes. Modalidades que induzem estímulos variados, como tênis, dança, capoeira, basquete e futebol, pedem movimentos em várias direções e a sustentação do peso do corpo, potencializando os benefícios. Mas não exagere. Se a malhação vigorosa reforça a densidade do osso, o excesso dela retira o cálcio dele.

Manter esse tripé saudável é fundamental para a prevenção de doenças e serve de base para a maioria dos tratamentos. O investimento nesse Banco Central tem de começar já — e se prepare para depositar todas as suas economias nele. Afinal, quem não quer uma aposentadoria sossegada e sem preocupações? Para ficar de pernas pro ar, a saúde dos ossos tem de estar em dia.

Inimigos do esqueleto

Refrigerante, café e outras bebidas que contenham fosfato: diminuem a absorção de cálcio no organismo.

Cigarro: é tóxico para o osteoblasto.

Sedentarismo: não promove a mineralização adequada dos ossos.

Mais de dois drinques de álcool por dia: comprometem a absorção de cálcio pelo organismo e são tóxicos para o osteoblasto, célula responsável pela formação do tecido ósseo.


Firme e forte
 
O tratamento da osteoporose é focado na tentativa de estacionar a perda e massa óssea e, se possível, recuperar um pouco dela. Confira os medicamentos que ajudam a alcançar esses objetivos.

Bifosfonatos, alendronato de sódio, ibandronato de sódio e risendronato de sódio
O que fazem: tentam anular a ação dos osteoclastos, diminuindo a perda de cálcio.
Como é o uso: via oral, em ingestão mensal ou semanal.
Efeitos colaterais: são raros, mas há relatos de náuseas e vômitos. Podem causar refluxo, esofagite e úlcera de esôfago. Não é recomendado deitar-se logo após consumir o medicamento.


Ácido zolendrônico
O que faz: tenta reduzir a perda de cálcio pelos ossos. É mais potente que o alendronato, o ibandronato e o risendronato.
Como é o uso: via endovenosa, aplicada uma vez por ano.
Efeitos colaterais: a pessoa pode se sentir como se estivesse gripada nos dias seguintes à infusão.


Raloxifeno
O que faz: modula o receptor de estrogênio e aumenta a massa óssea.
Como é o uso: comprimido tomado uma vez por dia.
Efeitos colaterais: ondas de calor e, raramente, tromboembolismo venoso.


Denosumabe (previsto para chegar neste ano ao Brasil)
O que faz: inibe a ação da célula Rank-ligante (intermediador da maturação do osteoclasto). Diminui o índice de reabsorção no osso.
Como é o uso: subcutâneo, em aplicação mensal.
Efeitos colaterais: infecção na bexiga e dor nos músculos, nas costas e nas extremidades.


Teriparatida
O que faz: é um recombinante sintético de 34 aminoácidos do hormônio paratireoide humano. Trata-se de um medicamento mais forte, que inibe a reabsorção e aumenta a formação óssea.
Como é o uso: subcutâneo, em aplicação mensal. O tratamento dura dois anos.
Efeitos colaterais: náuseas e cãibras nas pernas.


Ranelato de estrôncio
O que faz: reduz o risco de fraturas ao reequilibrar as ações de formação e reabsorção óssea. Tem um efeito significativamente maior em mineralizar a superfície do osso se comparado com os bifosfonatos.
Como é o uso: via oral, diluído num copo d’água.
Efeitos colaterais: náuseas, diarréia e dores de cabeça.

Doenças mais frequentes


Osteopenia
Trata-se de um estágio intermediário entre a normalidade óssea e a osteoporose. É considerada doença por muitos especialistas. A perda de massa óssea varia de 10 a 15% do total. Pode ocorrer em qualquer idade.

Artrite reumatoide

Doença autoimune, é parecida com a artrose, com a diferença de que acomete pessoas mais novas — de 30 a 50 anos. Geralmente aparece em articulações próximas ao punho. A dor deixa a pessoa irritada e leva à depressão.

Osteoporose
É prevalente na pós-menopausa, fruto da diminuição da densidade do osso. Quando há uma perda de 25% de massa óssea, a osteoporose está instalada. O osso fica fraco, poroso e suscetível a fraturas. Os fatores de risco são genéticos (histórico familiar, escoliose, raça branca, menopausa precoce) e comportamentais (alcoolismo, tabagismo, sedentarismo, baixo peso, insuficiente ingestão de cálcio).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pensando em 2012


2012 já está batendo na porta. Então, como todos os anos, chega o momento de refletir nas mudanças que podemos fazer para que possamos nos sentir bem.

Uma dieta balanceada, atividade física regular e bom sono já dariam uma qualidade de vida muito boa. Mas há outras atitudes que poderiam ser implementadas dependendo da vida de cada um.

Se você fuma, seria bom parar. Se leva uma vida estressante, deveria ter algumas atitudes para controlar e minimizar os efeitos do estresse.

Para que você começar a pensar em quais hábitos vai focar para melhorar sua qualidade de vida, indicamos algumas dicas:

1) Adote uma atividade física regular

Para uma vida saudável, exercício físico é fundamental. Você fortalece o sistema imunológico, melhora a flexibilidade, reduz o risco de lesões, aumenta a oxigenação pulmonar e cerebral e melhora resistência do sistema cardiovascular.

Além das questões físicas, a prática regular dos exercícios físicos contribui para o aumento da auto estima e do bom humor. Não precisa se matar na academia, basta uma horinha de caminhada diária. Procure orientação de um profissional para iniciar seus exercícios e mantenha esse hábito.

2) Alimentação saudável e equilibrada:

Uma alimentação balanceada e saudável contribui para a prevenção de várias doenças e para o fortalecimento do sistema imunológico. Evita, também, a obesidade e a tão odiada gordura localizada.

Inclua no seu dia-a-dia cereais, verduras, frutas, legumes, peixes, azeite de oliva e outros alimentos considerados saudáveis. Reduza o consumo de gorduras saturadas, açúcares, enlatados e adquira o hábito de tomar água durante todo o dia. Tenha sempre a mão uma garrafinha.
3) Tenha momentos de prazer

Reuniões de com família, amigos, devem ser cultivadas. Viaje, curta a natureza, os animais, as plantas. Torça por seu time, por alguém. Leia um livro, vá ao cinema, ao teatro. Curta o ócio. Enfim, faça o que lhe der prazer, sinta-se bem com a atividade que escolher.

4) Controle o stress

Mantenha o estresse dentro do nível aceitável. Sendo um mecanismo de defesa natural do organismo, o estresse tem pontos positivos, nos mantém “ligados” . Um erro, entretanto é permitir que sejam constantes os momentos de alto estresse pois isso pode afetar seriamente a saúde de uma pessoa. Boas dicas para evitar isso são dormir bem, evitar pensamentos negativos, meditar, respirar profundamente, sessões de massagens etc.

5) Mantenha a mente ativa

A mente como qualquer parte de nosso corpo precisa de exercícios. Se você exercitar a mente, terá mais vitalidade mental e, consequentemente, viverá melhor. Leia muito, pratique estímulos mentais como jogos de mesa ou de estratégia ou alguma atividades artísticas como pintura e música.

6) Hidrate o corpo

O corpo precisa manter-se sempre hidratado tanto interna como externamente. A hidratação interna com o consumo de água elimina as toxinas acumuladas e melhora a função renal. A hidratação externa contribui para a qualidade da pele, retardando o seu envelhecimento.

7) Pare de fumar

Isso é fundamental. Mesmo quem fuma sabe das consequencias negativas. Além de nocivo para a qualidade de vida em geral, pode provocar doenças respiratórias, envelhecimento precoce, câncer. Elimine esse hábito, não há um só benefício real em mantê-lo.

8) Construa relacionamentos

Mantenha sempre um clima cordial entre os familiares e amigos. Construa relacionamentos saudáveis com os companheiros de trabalho e seja cordial mesmo com estranhos na rua e em situações em geral. Faça o bem e ajude às pessoas.

9) Cuide da saúde

Procure um médico para fazer os exames periódicos e necessários para que possa controlar os indicadores de sua saúde. Prevenir é o melhor remédio e os tratamentos, em geral, são mais eficazes quando realizados no início de qualquer moléstia. A regularidade de cuidados com a saúde é um hábito a cultivar.

10) Sinta-se bem, sorria.

O sorriso é a maneira mais simples, barata e instantânea de se sentir bem. É a melhor ferramenta que temos.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Vícios comportamentais podem ser tão sérios quanto álcool ou drogas

A preocupação com as características "compulsivas e viciantes"  dos jogos,
redes sociais e telefones celulares, foi o que motivou a criação do tratamento
para viciados em tecnologia. [Imagem: BBC]
Com informações da BBC
Vícios

O Dr. Mark Griffiths, da Universidade Nottingham Trent, no Reino Unido, já vem oferecendo um tratamento para viciados em tecnologia há algum tempo.

Depois de estudar o tema por mais de 25 anos, ele agora afirma acreditar "enfaticamente" que o ato de jogar e apostar, se levado ao extremo, é tão viciante quanto qualquer droga química.

Neste texto, escrito para a BBC, o próprio pesquisador comenta os resultados de seu trabalho e explica como ele chegou a esta conclusão.

Efeitos dos vícios

"Os efeitos sociais e de saúde da jogatina extremada são muitos e têm muita coisa em comum com os efeitos de vícios mais tradicionais, entre eles mau humor, problemas de relacionamento, absenteísmo do trabalho, violência doméstica e ir à falência.

Os efeitos para a saúde - para jogadores e seus parceiros e parceiras - incluem ansiedade, depressão, insônia, problemas intestinais, enxaquecas, estresse, problemas estomacais e pensamentos suicidas.

Se comportamentos como a jogatina podem se tornar um vício genuíno, em teoria não existe razão que impeça alguém de se viciar em atividades como videogames, trabalho ou exercícios físicos.

Pesquisas sobre jogadores compulsivos relatam que eles sofrem ao menos um efeito colateral quando passam por períodos de abstinência, como insônia, dores de cabeça, perda de apetite, fraqueza física, palpitações cardíacas, dores musculares, dificuldades de respiração e calafrios.

Quando um hábito vira vício

Na verdade, jogadores compulsivos aparentam sofrer mais sintomas de abstinência física quando tentam cortar o vício do que viciados em drogas.

Mas quando é exatamente que um entusiasmo saudável se transforma em um vício?

Comportamento excessivo por si só não significa que alguém seja viciado.

Eu consigo pensar em muitas pessoas que se envolvem em atividades excessivas, mas eu não as classificaria como viciadas, já que elas parecem não sofrer qualquer efeito negativo ao apresentar tal comportamento.

Em essência, a diferença fundamental entre o excesso de entusiasmo e o vício é que os entusiastas saudáveis adicionam vida às atividades desprovidas dela.

Para qualquer comportamento ser definido como viciante, é preciso que existam consequências específicas, como se tornar a atividade mais importante na vida de uma pessoa, ou ser o meio pelo qual o humor dela pode melhorar.

Essas pessoas podem também começar a precisar fazer mais e mais da atividade ao longo do tempo para sentir seus efeitos e sentir sintomas físicos e psicológicos de abstinência se eles não conseguem fazê-lo.

Isso pode levar a conflitos com o trabalho e com responsabilidades pessoais e muitos podem até viver recaídas se tentarem largar o vício.

A maneira pela qual os vícios se desenvolvem - sejam eles químicos ou comportamentais - é complexa.

Vício comportamental

O comportamento viciante se desenvolve a partir de uma combinação de predisposição biológica e genética de uma pessoa, o ambiente social em que ela cresceu e sua constituição psicológica, como traços de personalidade, atitudes, experiências e crenças e a própria atividade.

Muitos vícios comportamentais são vícios "ocultos".

Diferentemente do alcoolismo, o viciado em trabalho não apresenta a fala embolada ou sai tropeçando.

No entanto, o vício comportamental é um tema relativo à saúde que precisa ser levado a sério por todos os profissionais das áreas médicas ou de saúde.

Se o principal objetivo dos profissionais da área médica é garantir a saúde de seus pacientes, então ter consciência sobre o vício comportamental e os temas que o cercam deveriam ser tão importantes quanto o conhecimento básico e o treinamento. Diversos vícios comportamentais podem ser tão graves quanto vícios em drogas."

Saiba mais sobre viciados em tecnologia.

Fonte: Diário da Saúde.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Aumento da expectativa de vida reduz valor da aposentadoria

TATIANA RESENDEDE SÃO PAULO


Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, haverá uma redução média de 0,42% no valor do benefício do trabalhador que se aposentar a partir desta quinta-feira. De acordo com os dados divulgados no dia 1º deste mês pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer passou para 73 anos, 5 meses e 24 dias em 2010.


O achatamento ocorre devido ao fator previdenciário, mecanismo utilizado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar adiar a aposentadoria dos trabalhadores mais jovens, penalizando quem se aposenta mais cedo por tempo de contribuição já que esse segurado, teoricamente, vai receber o benefício por mais tempo.

O cálculo leva em conta a idade do segurado ao se aposentar, o tempo de contribuição para a Previdência Social e a expectativa de sobrevida, de acordo com o IBGE. A nova tabela do fator previdenciário vale até novembro de 2012.

DIAS A MAIS

Newton Conde, atuário especializado em previdência, diretor da Conde Consultoria e professor da Fipecafi-FEA USP, estima que, no período de idade em que se concedem aposentadorias, ou seja, dos 41 aos 80 anos, a expectativa de vida dos segurados aumentou, em média, 41 dias entre 2009 e 2010.

Pela tábua de 2009, a expectativa de vida de um homem de 50 anos, por exemplo, era de 29,00 anos a mais. Na tábua em vigor atualmente passou para 29,20. Com isso, a Previdência pagará o benefício para esse segurado até os 79,20 anos e não mais 79,00, o que representa um aumento de 71 dias no desembolso do governo federal.

Conde destaca ainda que não é possível generalizar. "Vai depender da situação de cada segurado, já que a expectativa de vida para algumas idades não sofreu alterações e, para outras, foi agravada em mais de dois meses --73 dias, no máximo", explica.

REGRAS

Para se aposentar por tempo de contribuição, o homem deve comprovar pelo menos 35 anos e a mulher, 30 anos. Já para se aposentar por idade, é necessário ter, no mínimo, 65 anos (homens) e 60 anos (mulher). Nesse caso, o uso do fator previdenciário no cálculo do valor da aposentadoria é opcional, só sendo usado, portanto, se for beneficiar o trabalhador.

Uma mulher de 55 anos de idade, por exemplo, que tiver começado a contribuir com 25 terá um fator previdenciário de 0,714, logo receberá pouco mais de 70% do salário de benefício (média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994).

www1.folha.uol.com.br




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Check-up específico para quem quer malhar


Com a chegada do verão, muitas pessoas já se matricularam na academia, ou pior, começaram a fazer exercícios por conta própria sem saber com está a saúde. Antes disso, porém, é necessário passar por um check-up específico para evitar problemas graves, concordam os médicos.

“Toda e qualquer atividade física deve ser precedida de consulta médica e exames complementares. Ao pular esta etapa, o individuo pode apresentar lesões musculares, infartos e até mesmo a morte súbita. As pessoas não devem ignorar essa fase. As academias devem exigir essa avaliação e as pessoas têm de obedecer sem medo”, alerta o médico Joel Schmillevitch, do Centro de Diagnóstico Schmillevitch.

Saiba mais sobre os exames que devem ser feitos:

Eletrocardiograma: serve para verificar a atividade elétrica do coração, como arritmias, bloqueios ou sobrecargas. É possível prevenir infartos com antecedência.
Teste Ergométrico: serve para verificar a capacidade física do individuo, ou seja, o comportamento da pressão arterial, arritmias, isquemia do músculo cardíaco por meio de esteira ergométrica.

Ecocardiograma: verifica as estruturas do coração pelo método de ultrassom, como a contratibilidade do músculo cardíaco, área de isquemia e as válvulas.

Segundo o cardiologista Anibal Barros, também do Schmillevitch, toda e qualquer atividade física deve ser precedida de consulta médica e exames complementares. O mesmo conselho vale para os atletas de final de semana. Os riscos de lesões e até a morte são altos.

Para quem está há anos longe dos esportes, o ideal, de acordo com o Dr. Joel, é começar por atividades mais leves, como caminhar, nadar, musculação, alongamento.

Outro alerta é para aqueles que estão com sobrepeso e não são adeptos do check-up. “Além de descobrir ser portador de colesterol elevado, diabetes e hipertensão por causa do sobrepeso e evitar um problema cardiovascular, esse excesso com exercícios de alta impacto, como corrida, por exemplo, pode lesionar ligamentos”, explica.

Pessoas da terceira idade desavisadas ainda podem sofrer fraturas durante a prática esportiva sem saber que são portadores de osteoporose, doença silenciosa que enfraquece os ossos, e que pode ser detectada com um exame de densitometria óssea.

Os asmáticos, que se exercitam, também devem fazer periodicamente o exame de função pulmonar, já que senão tratada, a doença pode levar a morte, provocando parada cardiorrespiratória.

Dose de analgésico acima do recomendado leva a lesão no fígado

Por REINALDO JOSÉ LOPESEDITOR DE "CIÊNCIA E SAÚDE"


Poucos remédios para dor parecem mais inocentes do que o paracetamol (mais conhecido como Tylenol, um de seus nomes comerciais), mas exagerar um pouco ao tomar a droga de modo contínuo pode levar a danos severos no fígado, e até à morte.

O dado vem de um levantamento com pacientes no Reino Unido, país que, junto com os EUA, tem um problema sério com overdoses de paracetamol --entre os britânicos, o medicamento é a principal causa de falência hepática (do fígado) repentina. No Brasil, há poucos relatos sobre o problema.
Editoria de Arte da Folha



"Nos EUA, no Reino Unido e em alguns outros países da Europa, a gente vê que a maioria desses casos tem a ver com tentativas de suicídio [nas quais a pessoa toma uma dose única muito alta do medicamento]", explica a médica Edna Strauss, da diretoria da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A nova pesquisa, publicada na revista especializada "British Journal of Clinical Pharmacology", avaliou quase 700 pacientes que foram parar na Unidade Escocesa de Transplante de Fígado, em Edimburgo, com lesões hepáticas severas ligadas ao uso do medicamento.

UM QUARTO

De fato, a maioria deles tinha tomado doses altas de um só golpe, mas uma minoria significativa (um quarto dos pacientes) tomou o que os pesquisadores, liderados por Darren Craig, chamam de "staggered overdose" --algo que poderia ser traduzido como "overdose a conta-gotas".

A maioria dos pacientes nesse grupo usava o medicamento para alívio de dores comuns, como as abdominais, musculares, de cabeça e de dentes, por exemplo.

O que os pesquisadores viram é que, embora a dosagem usada por esses pacientes variasse, e que o total de paracetamol ingerido fosse inferior ao verificado nas overdoses "clássicas", a média diária ainda assim ficava acima de 4 g por paciente (cada comprimido costuma ter entre 0,5 g e 0,75 g no Brasil.)

E essa é justamente a dose considerada perigosa hoje pelos hepatologistas. Acima dela, o organismo não consegue mais "limpar" resíduos perigosos derivados do paracetamol, o que acaba destruindo as células do fígado.

"Sobre a toxicidade do paracetamol, não se pode dizer que o trabalho inova, esse valor já está bem estipulado na literatura", diz Strauss.

Para a hepatologista, a novidade do trabalho está em demonstrar que, nesse grupo da overdose "escalonada", o risco de complicações e de morte acaba sendo maior.

Para os autores da pesquisa, isso ocorre porque o dano vai acontecendo de forma mais lenta, devagar e sempre, e é mais difícil de detectar.

Em julho, um painel de consultores da FDA (agência que regula fármacos e alimentos nos EUA) recomendou mudanças nas instruções dadas aos pais quando eles ministram paracetamol aos filhos. O objetivo é justamente minimizar o risco de superdosagens perigosas.

Para Strauss, até pacientes com problemas no fígado podem receber a droga, desde que na dose correta.

Fonte: www1.folha.uol.com.br/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AIDS - Campanha pelo Dia Mundial começa a ser veiculada



Ministro Alexandre Padilha apresenta vídeo durante abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Mobilização deste ano tem jovens como público prioritário e slogan “A aids não tem preconceito. Previna-se”

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira (1°), durante a abertura da 14ª Conferência Nacional de Saúde, que o Sistema Único de Saúde (SUS) ajudou a controlar a epidemia de aids no país. De acordo com ele, o SUS, por meio da rede de hemocentros, foi o grande responsável por eliminar a transmissão do vírus HIV pela transfusão de sangue. “Apesar dessa vitória, temos grandes desafios. Um dos maiores é o preconceito. E o Sistema Único de Saúde não pode ser o espaço que reforça o preconceito”, afirmou o ministro.

Para Alexandre Padilha, expor cada vez mais as diferenças para as pessoas é umas melhores formas de se acabar com a discriminação. Por isso, o slogan da campanha alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, lembrado neste dia 1º, é “A aids não tem preconceito. Previna-se”. A proposta é estimular a reflexão sobre uma sociedade menos preconceituosa, mais solidária e tolerante à diversidade sexual e às pessoas vivendo com HIV/AIDS.

O vídeo da campanha, apresentado pelo ministro durante a abertura da conferência, começa a ser exibido hoje em canais abertos de TV e também na MTV. A primeira veiculação do filme da campanha será no intervalo do Jornal Nacional da Rede Globo.

Segundo o ministro Padilha, o governo federal está mudando a estratégia das campanhas para alcançar mais fortemente a juventude do país. Este ano, os jovens gays – de 15 a 24 anos – são o público prioritário das ações de mobilização. Boletim epidemiológico sobre HIV/Aids, divulgado na última segunda-feira (28), apontou o avanço da doença entre este grupo.

Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 a 24 anos caiu. Já entre os gays a mesma faixa houve aumento de 10,1% entre os gays da mesma faixa. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia 10 heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.

DIA MUNDIAL – Em 1987, a Assembleia Mundial de Saúde, com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), decidiu transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids para reforçar a solidariedade, a tolerância e a compreensão em relação às pessoas infectadas pelo HIV.

Mais informações
Assessoria de Imprensa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais: (61) 3306-7010 / 7016 / 7024 / 7051


OUTROS VÍDEOS SUGERIDOS PELA QUALITAS VITAE

Comemorando 35 anos de Globo Repórter, a maioria dos brasileiros escolheu como tema a reportagem: Saúde e Qualidade de Vida. Matéria sobre obesidade - Globo Repórter. Quanto mais equilibrada for a vida de um profissional, melhor será a sua performance profissional. Além disso, a sua identidade não estará baseada apenas em seu trabalho, mas também em outros aspectos vitais para a sua realização.

Dicas para reduzir calorias

Legumes e grelhados podem ser consumidos sem pão ou torradinhas. Escolha a massa com molho de tomate e uma proteína. No japonês, fique longe de opções fritas ou empanadas. Já na churrascaria, o ideal é começar pelas saladas.

Saiba quanto você precisa correr por semana para perder calorias.

A corrida é uma boa opção para quem quer emagrecer rápido. Um pessoa que pesa entre 60 e 70 quilos pode perder entre 500 e 600 calorias se correr durante uma hora. É importante passar por uma consulta médica antes do exercício.

Exercício em casa ou no parque aumenta tempo e qualidade de vida.

O exercício físico regular pode aumentar o tempo e a qualidade de vida de uma pessoa. O preparador físico José Rubens D'Elia mostra que é possível praticar exercícios em parques, na vizinhança ou em casa, com uma academia particular.

Médico dá mais algumas dicas saudáveis e baratas.

Dicas para levarmos uma vida mais saudável sem gastar muito para isso. Depois do programa, ele respondeu perguntas enviadas pela internet e deu outras sugestões.

Confira uma série de exercícios para melhorar o equilíbrio

O preparador físico José Rubens D'Elia mostra exercícios que podem ser feitos em casa e ajudam a melhorar o equilíbrio corporal.

Aprenda a comer bem e se manter saudável.

Um dos sinônimos de felicidade para todos é a saúde. Uma das formas de manter o metabolismo equilibrado e ainda garantir qualidade de vida é acertar na alimentação.

Dicas para melhorar a alimentação de crianças e adolescentes

As refeições devem ser adequadas às atividades ao longo do dia, evitando guloseimas e refrigerantes. A má alimentação pode causar cansaço, sonolência, apatia e irritação.

Pele deve receber cuidados especiais de acordo com a idade.

Na adolescência, o principal problema são as espinhas. Dos 20 aos 40 anos, a pele começa a perder a capacidade de regeneração e podem surgir manchas. Entre os 40 e os 60 anos, ocorre uma perda da elasticidade da pele e o contorno da face muda.

Transport é um dos aparelhos de maior sucesso nas academias.

Uma pessoa de aproximadamente 70 quilos pode queimar 300 calorias em 40 minutos em um ritmo mais leve. O exercício não provoca impacto nos joelhos.