sábado, 7 de abril de 2012

Espiritualidade e religiosidade no manejo da dor e dos cuidados paliativos


Revisão da Literatura

Mario F. P. Peres1 , Ana Claudia de Lima Quintana Arantes2, Patrícia Silva Lessa3, Cristofer André Caous4
1 Professor de Neurologia da Faculdade de Medicina do ABC e pesquisador pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, Instituto do Cérebro.
2
Geriatra graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenadora do Grupo de Estudos da Dor e Cuidados Paliativos do Hospital Israelita Albert Einstein.3 Doutora em Tecnologias Energéticas Nucleares pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pesquisadora pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, Instituto do Cérebro.4 Doutor em Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisador pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, Instituto do Cérebro



Resumo
 

Contexto: Dor é um dos sintomas físicos mais freqüentemente relatados por pacientes, causando importante redução na qualidade de vida do indivíduo. Pacientes com dor crônica são difíceis de tratar.
Objetivo: Descrever estratégias atuais de abordagem de pacientes com dores crônicas, baseadas na literatura científica, enfatizando medidas relacionadas à espiritualidade e à religiosidade.
Método: A presente revisão utilizou-se das atuais estratégias de manejo para pacientes com dor crônica combinadas a medidas medicamentosas e não-medicamentosas, estas geralmente incorporando medidas voltadas ao bem-estar físico, mental, social e espiritual com base em publicações indexadas pelo Medline.
Resultados: Muitos estudos demonstram associação positiva entre espiritualidade e religiosidade e melhora em variáveis e marcadores de doenças crônicas.
Conclusão: Pelo fato de a religiosidade e a espiritualidade serem marcadamente relacionadas com a melhora clínica dos pacientes, é importante que o reconhecimento desses aspectos e a integração no manejo dos pacientes com dor crônica sejam conduzidos por profissionais da área de saúde. Peres, M.F.P. et al. / Rev. Psiq. Clín. 34, supl 1; 82-87, 2007Palavras-chave: Dor crônica, manejo, cefaléias, espiritualidade.

Introdução



Dor é um dos sintomas físicos mais freqüentemente relatados por pacientes, causando importante redução na qualidade de vida do indivíduo (Nickel e Raspe, 2001; Phillips, 2003). A dor é uma experiência desagradável, sensitiva e emocional, associada com lesão real ou potencial dos tecidos, podendo ser aguda ou crônica. Dor crônica é definida como toda aquela com duração superior a seis meses, persistente ou intermitente (Breen, 2002). No Brasil, estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas padeçam de algum tipo de dor (Silva et al., 2004). É o principal motivo de procura por assistência de saúde, sendo considerada hoje um grave problema de saúde pública.

A atenção ao aspecto da espiritualidade se torna cada vez mais necessária na prática de assistência à saúde. Cada vez mais a ciência se curva diante da grandeza e da importância da espiritualidade na dimensão do ser humano. Ser humano é buscar significado em tudo que está em nós e em nossa volta, pois somos seres inacabados por natureza e estamos sempre em busca de nos completar. A transcendência de nossa existência torna-se a essência de nossa vida à medida que esta se aproxima do seu fim. Em cuidados paliativos, perguntamos ao paciente o que ele considera importante realizar nesse momento de sua vida e trabalhamos com o controle dos sintomas. Buscamos conferir ao paciente todas as condições necessárias para as suas realizações nesse momento singular. E a dimensão da espiritualidade torna-se realmente de grande importância. O cuidado paliativo é a modalidade de assistência que abrange as dimensões do ser humano além das dimensões física e emocional como prioridades dos cuidados oferecidos, reconhecendo a espiritualidade como fonte de grande bem-estar e de qualidade de vida ao se aproximar a morte (Wachholtz e Keefe, 2006). Acolher esse movimento de transcendência neste momento da existência humana é um dos alicerces dos cuidados paliativos. Transcender é buscar significado, e a espiritualidade é o caminho.

Pacientes com dor crônica são difíceis de tratar. O bem-estar físico e o emocional, assim como as relações sociais, familiares e de trabalho, são extremamente afetados (Sorajjakool et al., 2006; Smith et al., 2001). A experiência da dor é mais bem entendida se uma construção multidimensional, incluindo aspectos físicos, biológicos, sociais, psicológicos e espirituais, for considerada (Davis et al., 2003). Além dos conceitos de nocicepção, sensitividade central e do componente neuropático da dor, numerosos estudos apontam fatores não-biológicos, como o suporte social e as estratégias de enfrentamento (coping), como fundamentais na percepção de dor dos pacientes (Keefe e Bonk, 1999; Lester et al., 1996; Kraaimaat et al., 1995). Emoções negativas como depressão e ansiedade correlacionam-se também com piora na percepção da dor de cada indivíduo
(McWilliams et al., 2004; Campbell et al., 2003).

Discussão


Religiosidade e espiritualidade na prática médica
Desde o início da década de 1980, a medicina vem se direcionando a uma visão mais abrangente do modelo de atendimento na área da saúde, enfatizando a importância de fatores ambientais e psicossociais (Engel, 1980).


A medicina moderna encontra-se em fase de transição e está à procura de novas fronteiras e caminhos para a evolução do conhecimento. O direcionamento científico da medicina aponta as áreas da biologia molecular, genética, farmacoterapia e acupuntura, mas também há reconhecida tendência para o estudo da espiritualidade (Koenig, 2004). Revistas de alto impacto científico abrem espaço para artigos relacionados a esse tema, tais como The Lancet, New England Journal of Medicine, British Medical Journal, American Journal of Psychiatry, JAMA, entre dezenas de outras (Koenig et al., 1998).

Pacientes querem ser tratados como pessoas, e não como doenças, e serem observados como um todo, incluindo-se os aspectos físico, emocional, social e espiritual (Okon, 2005). Ignorar qualquer uma dessas dimensões torna a abordagem do paciente incompleta. Apesar de dois terços das escolas médicas americanas em 2001 lecionarem cursos obrigatórios ou eletivos sobre religião, espiritualidade e medicina (Barnard et al., 1995), poucos médicos hoje percebem as necessidades espirituais dos seus pacientes. Até mesmo nas áreas mais religiosas dos Estados Unidos, menos do que um terço dos médicos pergunta sobre a religiosidade dos pacientes e menos de um entre dez médicos leva em conta a história espiritual de cada um (Chibnall e Brooks, 2001). Muitos médicos dizem que se sentem desconfortáveis ao falar sobre assuntos religiosos ou que não têm tempo para lidar com isso. Outros não consideram os assuntos espirituais como parte de seus trabalhos, não entendem por que deveriam ser, não sabem como nem quando introduzi-los e sequer imaginam quais seriam os resultados caso os incluíssem (Marr et al., 2007). Em pesquisas na população geral e em médicos dos Estados Unidos, as crenças e o comportamento religioso foram estudados. Revelou-se que 95% das pessoas acreditam em Deus, 77% acreditam que os médicos devem considerar as suas crenças espirituais, 73% acreditam que devem compartilhar as suas crenças religiosas com o profissional médico e 66% demonstram interesse de que o médico pergunte sobre sua espiritualidade. No entanto, apenas 10% a 20% relataram que os médicos discutiram a espiritualidade com elas (Larson e Koenig, 2000; Anaya, 2002; Cowan et al., 2003).

Diversos estudos examinaram a relação da religiosidade e/ou espiritualidade com diversos aspectos da saúde mental. A maioria deles aponta para melhores indicadores de saúde mental e adaptação ao estresse em pessoas que praticam atividades ditas religiosas (Moreira-Almeida, 2006). Outros estudos mostram que pessoas engajadas em práticas religiosas ou espirituais são fisicamente mais saudáveis, têm estilo de vida mais equilibrado e usam menos serviços de saúde (Koenig, 2004). O impacto do benefício da atividade religiosa na saúde chega a ser comparado com o abandono do tabagismo e até mesmo com o acréscimo de sete a 14 anos na expectativa de vida (Neumann e Peeples, 2001).

O impacto também se dá economicamente, pois a prática espiritual é isenta de custos e seus benefícios resultam menos gastos hospitalares, medicamentos e exames diagnósticos (Hudson, 1996). No entanto, obviamente, a prática religiosa não deve substituir a prática médica.

Várias questões relacionadas à introdução dos conceitos de espiritualidade e religiosidade na medicina devem ser consideradas. Embora existam para algumas doenças, faltam estudos randomizados que evidenciem o benefício da espiritualidade em doenças específicas, para as quais este tópico nunca foi cientificamente estudado. A atividade religiosa do indivíduo, por si, pode ser substancialmente diferente daquela indicada pelo médico. Em termos epidemiológicos, uma ação no sentido de reduzir o tabagismo, ou aumentar o nível de exercício físico, ou uma orientação dietética devem ser comparadas com a orientação de se procurar uma atividade religiosa, calculando-se seu custo-benefício.

E quando a religião é prejudicial? Há também riscos a serem considerados nessa área. Pensamentos negativos gerando sentimentos de culpa oriundos de determinada crença religiosa podem ocasionar mais sofrimento ao paciente, levando à sensação de abandono, desamparo e baixa auto-estima. Orientações religiosas podem fazer o indivíduo abandonar o tratamento médico tradicional, havendo piora imediata do seu quadro clínico, embora a maioria das religiões não estimule a interrupção do tratamento médico (Koenig et al., 1991). Por último, o médico corre o risco de impor a sua prática religiosa ao paciente e causar uma quebra da relação médico-paciente.

O que deve, então, fazer o médico? O American College of Physicians, nos Estados Unidos, publicou um consenso sobre quais questões o médico deve abordar em relação ao paciente grave: 1) A fé (religião, espiritualidade) é importante para você nesta doença? 2) A fé (religião, espiritualidade) já foi importante em outras épocas da sua vida? 3) Você tem alguém para discutir as questões religiosas? 4) Você gostaria de explorar as questões re­ligiosas com alguém? (Quill e Byock, 2000)

Para acessar a espiritualidade de maneira sistemática e padronizada, foram criadas escalas de avaliação específicas (Kelly et al., 2006; Mystakidou et al., 2006). As escalas de avaliação da espiritualidade no âmbito médico, como a Spiritual Involvement and Beliefs Scale (Hatch et al., 1998) (Escala de Crenças e Envolvimento Espiritual), a Spiritual Well-Being Scale (Sieber et al., 2000) (Escala de Bem-Estar Espiritual) e a DUREL (Duke University religion index) (Storch et al., 2004). O simples fato de o médico se mostrar preocupado com o aspecto espiritual do paciente deve melhorar a relação médico-paciente e, por conseguinte, o impacto das intervenções médicas realizadas. Por trás desse relacionamento, assim como em outras situações, percebemos que há energia envolvida no processo.

A etimologia da palavra energia implica atividade ou todo agente capaz de produzir trabalho de acordo com a definição da física. Podemos afirmar que a energia nunca é criada nem destruída, simplesmente é transformada de um tipo em outro. As energias conhecidas pela física possuem entropia positiva, uma vez que se propagam de um local de maior potencial para outro de menor potencial energético. Entretanto, foi descoberta por Wilhelm Reich outra energia de entropia negativa e denominada energia sutil ou orgânica. A teoria eletromagnética de Louis Vallé afirma que se em um determinado espaço a energia atinge uma densidade suficiente, ocorre a materialização de um fóton. Contudo, se a energia é de densidade inferior, só pode existir em forma de onda. Estendendo esse conceito, Pagot afirmou que, densidade ainda menor, a energia também deixará de ser ondulatória para existir de maneira difusa perturbando esse espaço (energia de forma). A aplicação de energia de forma gerada por formas geométricas simétricas é benéfica aos seres vivos segundo Pagot (1988). Portanto, quais intervenções espirituais e/ou religiosas podem ser efetuadas? A reza ou prece é a mais universal e comum das intervenções. Quase 90% das mulheres e 85% dos homens fazem preces, e 80% deles o fazem com freqüência semanal (Ameling, 2000). A meditação é outra opção mais voltada para a consciência do corpo, relaxamentos físico e mental. A leitura bíblica ou de outros textos religiosos também pode servir a esse propósito (Shelly, 2005).

A psicoterapia baseada na linha transpessoal ou com enfoque existencial pode ser eficaz na ajuda ao paciente que procura resolver aspectos relacionados ao significado e ao propósito da vida. Intervenções comuns em nosso meio, como a fluidoterapia, atingem de maneira eficaz o sistema energético bioplasmático (Moreira-Almeida e Lotufo, 2005). Outros tipos de intervenções espirituais ou religiosas predominam de acordo com a prática religiosa, tais como: toque terapêutico, reiki, as curas em cultos públicos ou encontros privados com curandeiros. A imensa ausência de evidências científicas, em parte pelo preconceito, de cada uma dessas modalidades terapêuticas nos dificulta uma possível recomendação.



Sofrimento



No centro do estresse espiritual de morrer está o sofrimento individual. George Eliot comenta: “Profundo e indescritível sofrimento pode bem ser chamado de um batismo, uma regeneração, uma iniciação de um novo estado de ser” (Steensma, 2003). Torna-se importante avaliar o estresse espiritual de morrer para entender mais profundamente o sofrimento humano. Eric Cassel define o sofrimento como um estado de estresse grave associado aos eventos que ameaçam a integridade de cada pessoa. Por conta dessa natureza, “sofrimento é uma experiência humana” e ocorre assim que o processo de destruição da pessoa seja percebido, enquanto a ameaça da desintegração persistir ou até que a integridade da pessoa possa ser restaurada de alguma maneira.


O sofrimento afeta as pessoas em toda a sua complexidade, podendo ocorrer nas dimensões social, familiar, física, emocional e espiritual (Cassel, 1982). Outra forma de expressar a natureza do sofrimento humano no final da vida é o conceito definido por “dor total” articulado por Saunders (Saunders e Sykes, 1993). Ela descreveu quatro domínios da dor, que, em sua totalidade, constituem o conceito da chamada dor total: dor física (e outros sintomas físicos de desconforto), dor emocional (ansiedade, depressão), dor social (medo da separação, sensação de abandono, luto antecipatório) e dor espiritual. Cassel (1999) completa ainda: “O sofrimento não identificado não poderá ser aliviado”. Entretanto, é preciso compreender que antes de o paciente em fase final de vida se ajustar às suas necessidades espirituais, ele precisa ter seus desconfortos físicos bem aliviados e controlados. Uma pessoa com dor intensa jamais terá condições de refletir sobre o significado de sua existência, pois o sofrimento físico não aliviado é um fator de ameaça constante à sensação de plenitude desejada pelos pacientes que estão morrendo.



Espiritualidade e dor



Se estudos mostram que as medidas de religiosidade e espiritualidade se comportam como fatores preditivos de bem-estar e suporte social em outras doenças crônicas, potencialmente isso deve ocorrer também no âmbito do controle da dor (Sinclair et al., 2006; Harrison et al., 2005; Cooper-Effa et al., 2001; Koenig, 2001; Brand, 1995). Apesar disso, não são muitos os estudos que avaliam a influência da religiosidade e da espiritualidade em pacientes com dor.

Espiritualidade pode ser definida como aquilo que traz significado e propósito à vida das pessoas. Essa definição é utilizada como base em cursos médicos sobre espiritualidade e saúde. A espiritualidade é reconhecida como um fator que contribui para a saúde e a qualidade de vida de muitas pessoas. Esse conceito é encontrado em todas as culturas e sociedades. É expressa como uma busca individual mediante a participação de grupos religiosos que possuem algo em comum, como fé em Deus, naturalismo, humanismo, família e arte (Puchalski, 1999). Um dos primeiros estudos em pacientes com dor por crises de falcização na anemia falciforme mostrou que os pacientes com níveis mais altos de religiosidade apresentaram um senso de controle maior da dor, mas não de sua intensidade (Banks, 2006).

Harrison et al. (2005), ao avaliarem 50 pacientes americanos com anemia falciforme, demonstraram que freqüência à igreja mais de uma vez por semana implica escores mais baixos de dor, porém outros aspectos, como estudos bíblicos e religiosidade intrínseca, não se relacionam com o sentir menos dor. Em uma recente revisão, Banks (2006) ressaltou a importância de incorporar a fé e a espiritualidade ao tratamento de pacientes com cefaléia crônica diária, mas não há ainda estudos que norteiem como e quando isso deve ocorrer.

Na literatura de cuidados paliativos, o tema religiosidade e espiritualidade ganha bastante importância. Newshan (1998) revê o papel da espiritualidade em pacientes com câncer ou HIV e dor, ressaltando os domínios do significado, da esperança, do amor e dos relacionamentos. Avaliações e intervenções espirituais destacadas para a promoção do conforto e a diminuição da dor foram: vontade de escutar, atenção e aceitação. Otis-Green et al. (2002) propõem um modelo multidisciplinar envolvendo aspectos espirituais no tratamento da dor em câncer, discutindo o papel de vários profissionais, como psicólogos, enfermeiros, oncologistas, psiquiatras, assistentes sociais, capelães e religiosos, em que cada um desempenha um papel específico relacionando-se com o paciente dentro da sua área de atuação profissional ou pessoal.

Algumas pesquisas mostram o efeito de aspectos religiosos e espirituais no tratamento de condições dolorosas. Em um estudo comparando o efeito de diferentes formas de meditação em relação à ansiedade, ao humor e à dor (Wachholtz e Pargament, 2005), demonstrou-se que o grupo que realizou meditação com envolvimento espiritual obteve menores níveis de ansiedade, melhor humor e duas vezes mais tolerância à dor. Estudaram-se também 122 pacientes com dores musculoesqueléticas e observou-se que pacientes sentiram-se mais abandonados por Deus e tiveram menos desejo de diminuir a dor no mundo. Práticas religiosas privadas foram inversamente relacionadas às variáveis físicas, mostrando que os pacientes em pior estado tinham maior probabilidade em se engajar às práticas, como um meio de enfrentamento da sua baixa qualidade de vida. Aspectos como perdão, experiências espirituais diárias, suporte religioso e autopercepção de religiosidade predisseram significativamente o estado de saúde mental dos pacientes (Rippentrop et al., 2005). Sundblom et al. (1994) estudaram por um período de um ano e meio o efeito da cura espiritual em 24 pacientes com síndromes dolorosas crônicas na Finlândia, encaminhados a tratamento espiritual ou a nenhum tratamento. Observaram que houve discreta redução no consumo de analgésicos, melhora na qualidade do sono e que metade (seis pacientes) sentiu alívio após o tratamento. Abbot et al. (2001) estudaram 120 pacientes com dor crônica de diversas etiologias e avaliaram o efeito de um tratamento de cura face a face e a distância realizado por 30 minutos por semana, durante oito semanas. Redução significativa ocorreu nos dois grupos, porém não foi diferente da dos grupos controle.


Papel da religião nos cuidados do fim da vida



É interessante perceber que em meio a era de grandes avanços tecnológicos emerge uma crescente necessidade de busca espiritual (Marco e Schears, 2006; Lukoff et al., 1995; Waldfogel e Wolpe, 1993; Lukoff et al., 1992; Urzua, 1991). Então, começa a surgir um desafio aos profissionais de saúde para responder às questões sobre o equilíbrio entre saúde e espiritualidade. O uso indiscriminado da tecnologia, mesmo que repleto de boas intenções, pode resultar abandono não intencional de outras necessidades muito importantes, como conforto e controle da dor, e outros sintomas, como comunicação, espiritualidade e outros valores significativos (Urzua, 1991; Hudson, 1996). Em geral, considera-se inadequado que os médicos façam sugestões a respeito de escolhas religiosas a seus pacientes que estão morrendo, bem como aos seus familiares (Marco e Schears, 2006). Essas complexas particularidades levam a uma questão fundamental: quais as implicações para aqueles que cuidam das necessidades espirituais dos pacientes na fase final de suas vidas?

Em uma grande pesquisa nacional (março a agosto de 1999), os investigadores avaliaram percepções do paciente, da família, dos médicos e de outros profissionais e voluntários questionados sobre a importância de 44 atributos de qualidade de cuidados no final da vida (Steinhauser et al., 2000). Vinte e seis itens foram considerados como extremamente relevantes em todos os grupos entrevistados e incluíram: controle efetivo da dor e outros sintomas, preparação para a morte, atingir um senso de plenitude, ser capaz de tomar decisões sobre os tratamentos propostos e ser tratado como uma pessoa da maneira mais completa possível. Apesar do consenso sobre esses aspectos, houve discrepâncias com significância estatística sobre espiritualidade, sendo esta reportada como o aspecto mais importante pelos pacientes, mas não tão importante para seus médicos e demais profissionais da área de saúde. Problemas de comunicação em relação à espiritualidade são mais freqüentes nos cuidados com crianças e adolescentes. Um estudo retrospectivo de cuidados no final da vida em 77 crianças terminais hospitalizadas com idades entre 8 dias e 17 anos constatou apenas um caso bem documentado de um adolescente com uma discussão clara sobre a possibilidade de morrer (McCallum et al., 2000). Outra observação perturbadora extraída de uma análise retrospectiva de anotações de prontuários de 200 pacientes adultos em fase final de vida mostrou que, quando documentadas, as discussões sobre espiritualidade eram caracterizadas como frustrantes pela equipe de saúde ante as perspectivas não realistas das famílias e dos próprios pacientes. Essa conclusão sugere que muitos profissionais de saúde perdem uma excelente oportunidade de avaliar os aspectos espirituais do paciente, pois interpretam ou pré-julgam essa dimensão do cuidado como muito abstrata ou utópica (Fins et al., 2000).

Entretanto, é preciso compreender que, antes de o paciente em fase final de vida se ajustar às suas necessidades espirituais, ele precisa ter seus desconfortos físicos bem aliviados e controlados. Uma pessoa com dor intensa jamais terá condições de refletir sobre o significado de sua existência, pois o sofrimento físico não aliviado é um fator de ameaça constante à sensação de plenitude desejada pelos pacientes que estão morrendo. Experimentar um processo de morte serena é, antes de tudo, ter a oportunidade de viver em plenitude seu último momento. Proporcionar o alcance dessa plenitude é o objetivo primordial dos cuidados paliativos (Byock, 2006; Hinshaw, 2005).



Conclusão



É muito importante para a melhora na qualidade de vida de pacientes com dor crônica integrar aspectos da espiritualidade, fé e religiosidade com seu atendimento em diversos aspectos. Futuras pesquisas na área são necessárias para se definir o exato papel da religiosidade e/ou espiritualidade na prevalência, impacto e tratamento de pacientes com dor. Novos avanços devem decorrer do aprofundamento dessas investigações clínico-científicas e da aplicação da espiritualidade na prática médica, em especial no manejo daqueles com dor crônica.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A importância de manter o consumo de água regular



Embora não haja estatísticas que comprovem, os médicos afirmam que os brasileiros tomam pouca água, mesmo com esse calor.

Em média, ingerem menos de 1 litro de água por dia. Isso é um mau sinal, pois a água é fundamental para regular algumas funções do nosso corpo, como: manter a hidratação do corpo e do organismo, o funcionamento dos órgãos e transporte dos nutrientes, o controle da temperatura corporal e até mesmo o bom funcionamento do sistema circulatório.

Hoje, os médicos costumam se basear em um cálculo para indicar o consumo ideal para cada pessoa, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia.

Aqueles que não têm o hábito de tomar água devem começar a adaptar o organismo, pois além do bem causado à saúde, a água também é responsável, em grande parte pela beleza física, ela é excelente para a pele e ajuda a combater a celulite.

Portanto, confira 12 motivos para não se esquecer de beber água regularmente:
1. Controlar a pressão sanguínea: Um estudo feito pela Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que a água sem nenhum aditivo pode ter um papel importante para regular a pressão sanguínea.

2. Previne cãibras: As cãibras aparecem quando há um desequilíbrio na quantidade de água na musculatura, causando sua contração involuntária. Assim, beber água regularmente ajuda a manter o equilíbrio das células musculares.

3. Protege o coração: Estudo feito pela Loma Linda University, nos Estados Unidos, indica que beber água regularmente diminui as chances de ataque cardíaco. Isso aconteceria porque o sangue ficaria mais diluído, fluindo com maior facilidade pelos vasos sanguíneos, o que diminuiria as chances de infartos e derrames.

4. Melhora o funcionamento do intestino: A água auxilia na lubrificação das paredes intestinais e na movimentação do bolo fecal, evitando a constipação e a formação de gases.

5. Aumenta a resistência física: Durante exercícios físicos, a perda de água pelo suor faz com que nosso desempenho piore, exigindo maior cuidado com a hidratação. Além disso, a água ajuda a controlar a temperatura do corpo, e assim melhora o rendimento em alguns esportes.

6. Limpa o organismo: O consumo de água é vital para o bom funcionamento do organismo, já que quando não nos hidratamos corretamente, substâncias tóxicas e prejudiciais ficam retidas no organismo, abrindo o caminho para o aparecimento de algumas doenças.

7. Protege contra pedra nos rins: Quanto mais água bebermos, mais o nosso sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários em nosso organismo. Se a quantidade de água for pequena para filtrar as toxinas e os sais minerais, o organismo tende a concentrar esse material, aumentando o risco de formar cálculos renais (pedra nos rins).

8. Transporte de nutrientes: Sem água, o sangue fica mais denso e, consequentemente, menos capaz de transportar nutrientes como vitaminas e minerais para nossas células.

9. Ajuda a emagrecer: Por aumentar a atividade no sistema nervoso, e assim elevar o nível de energia gasto, o hábito de beber água constantemente também promove a perda de peso.

10. Protege os olhos: Manter o organismo hidratado é essencial para que os olhos fiquem protegidos de lesões. Manter o organismo com níveis de água elevados protege os olhos contra o ressecamento, que pode levar a inflamações e infecções oculares.

11. Absorção de vitaminas: Algumas vitaminas, como a vitamina A, B e C são hidrossolúveis, ou seja, só são absorvidas pelo organismo com a presença de água.

12. Mantém a pele jovem: Um dos primeiros sinais da desidratação se dá na pele e nas mucosas. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele.

Se você ainda não bebe a quantidade de água ideal diariamente, modifique seus hábitos!

Fonte: http://www.maisqualidadedevida.com.br/

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa leve



A Páscoa está chegando! O almoço farto em família e aquela montanha de chocolates são característicos do feriado. Não precisa entrar em pânico por causa da dieta é só tomar alguns cuidados antes para a balança não acusar muitos quilos extras.

Muitas pessoas gostam de comer peixe nessa época. Junte toda a família e prepare o peixe com acompanhamentos leves e saborosos. Você pode acrescentar arroz integral; legumes cozidos a vapor como cenoura, abobrinha e pimentões; salada com folhas verdes, tomate e palmito ou um purê de mandioquinha.

Na hora de temperar use azeite extra-virgem, cebolinhas picadas, alecrim, manjericão e limão. Lembre-se de que o tempero é apenas um gostinho.

Deve-se tomar cuidado com o exagero, principalmente com os chocolates brancos e ao leite.

Para voltar a ficar feliz com a balança não é difícil, basta seguir algumas dicas:

• Beba muita água. É importante ingerir mais de dois litros de água por dia para desintoxicar o organismo.
• Líquidos sem açúcar limpam o organismo e ajudam a saciar a fome. Beba chás e sucos.
• Coma frutas e legumes e dê preferência às carnes brancas.
• Entre uma refeição e outra faça lanches leves com iogurte desnatado e frutas.
• Evite carboidratos, se possível coma-os somente pela manhã.
• Evite a ingestão de bebidas alcoólicas e comidas muito salgadas, estas podem desidratar o seu corpo e dificultar o processo de desintoxicação.

Lembre-se que o segredo é a moderação!!

Fonte: http://www.maisqualidadedevida.com.br/

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mamografias de rotina aumentam falsos positivos de câncer de mama



Prevenção assustadora

Um novo estudo realizado na Universidade de Harvard (EUA) concluiu que as mamografias de rotina levam a um exagero de falsos positivos, detecções de casos que nunca resultariam em danos à saúde da mulher.

Mette Kalager e seus colegas mostraram que até 1 em cada 4 casos de câncer de mama detectados pelo exame de rotina nunca chegaria a apresentar qualquer sintoma.

O estudo, que analisou quase 40.000 mulheres na Noruega, revelou que entre 15% e 25% dos cânceres detectados nas mamografias de rotina eram falsos positivos.

Críticas às mamografias de rotina

Não é a primeira vez que a mamografia de rotina é criticada por especialistas, devido a estudos que vêm mostrando que seus efeitos podem não ser tão bons quanto médicos, hospitais e laboratórios tentam passar.

Um estudo ainda mais amplo, cobrindo cinco países, realizado em 2009, concluiu que até um terço dos casos de câncer detectados por mamografias poderia ser inofensivo.

Em 2010, uma equipe da Holanda mostrou que a mamografia de rotina pode aumentar o risco de câncer de mama em mulheres mais jovens.

Em 2011, uma revisão de todas as pesquisas na área, cobrindo 600.000 mulheres no mundo todo, concluiu que não se pode afirmar com segurança que a mamografia preventiva faça mais bem do que mal.

Com tantas evidências, entidades médicas começaram a pedir alterações nas orientações passadas à população sobre o assunto:
No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer recomenda que as mulheres entre 50 e 69 anos façam a mamografia preventiva a cada dois anos, mas campanhas de entidades com interesses comerciais frequentemente fazem "recomendações" para mulheres muito mais jovens.

Benefícios e riscos da mamografia

"A mamografia pode não ser apropriada para uso no rastreamento (screening) para câncer de mama porque esse exame não consegue distinguir entre um câncer progressivo e um não-progressivo," disse a Dra. Kalager, que trabalha no Hospital Telemark, na Noruega.

"Os radiologistas vêm sendo treinados para encontrar mesmo os menores tumores, na tentativa de detectar tantos cânceres quanto seja possível, com vistas a aumentar a chance de cura.

"Entretanto, nosso estudo dá suporte ao crescente corpo de evidências de que essa prática tem causado um problema para as mulheres: um diagnóstico de câncer de mama que nunca causaria sintomas ou a morte," explica a pesquisadora.

Segundo ela, as mulheres devem ser bem informadas não apenas sobre os potenciais benefícios da mamografia, mas também sobre seus possíveis danos, incluindo o estresse de receber um diagnóstico de câncer, biópsias, cirurgias, ou quimioterapia e tratamentos hormonais para uma doença que poderia nunca gerar qualquer sintoma.

Escolha complicada

O estudo levantou a hipótese de que, se a mamografia preventiva fosse benéfica, ela deveria levar a um decréscimo nos casos de câncer de mama em estágio avançado, já que detecções precoces evitam que a doença chegue ao estágio final. Mas essa pretensa redução nos casos avançados da doença não foi encontrada. O que apareceu foi um aumento substancial nos falsos positivos.

Com base nos seus números, os cientistas calcularam que, em um grupo de 2.500 mulheres que façam mamografias preventivas, entre 2.470 e 2.474 nunca receberão um diagnóstico de câncer de mama, e 2.499 delas nunca morrerão por causa de um câncer de mama. Assim, apenas uma morte terá sido evitada pela prática da mamografia preventiva. O problema é que, no mesmo grupo, entre 6 e 10 mulheres receberão um falso positivo de um câncer de mama.

Fonte: http://diariodasaude.com.br/ (03/04/2012).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Falar dois idiomas retarda sintomas de Alzheimer

Vantagens de ser bilíngue

Falar mais de um idioma pode ser diretamente traduzido como uma melhor saúde mental.

É o garantem Ellen Bialystok e seus colegas da Universidade de Iorque (Canadá), em um artigo publicado no dia 29 de março passado na revista Cell Press.

Os pesquisadores descobriram que ser bilíngue pode oferecer proteção contra os sintomas da demência.

Como decorrência, sugerem eles, a crescente diversidade das populações no mundo contemporâneo pode ter um impacto positivo inesperado sobre a resiliência do cérebro adulto a longo prazo.

Flexibilidade mental

Vários estudos já confirmaram os benefícios de aprender um segundo idioma entre crianças.

"Em nosso trabalho, revisamos estudos recentes, usando tanto métodos comportamentais quanto de neuroimagens, para examinar os efeitos do bilinguismo na cognição de adultos," diz Bialystok. Os resultados indicam que a necessidade de monitorar duas línguas, a fim de selecionar aquela que é apropriada em cada contexto, recruta regiões do cérebro que são críticas para a atenção geral e o controle cognitivo.

Usar essas redes de controle cognitivo para o processamento de dois idiomas parece reconfigurá-las e fortalecê-las, eventualmente aumentando a "flexibilidade mental" - a capacidade de se adaptar às mudanças e processar informações de forma mais eficiente.

Reserva cognitiva

Estudos analisados pela equipe também sugerem que falar dois idiomas melhora a "reserva cognitiva", o efeito protetor que estimular a atividade mental tem sobre o funcionamento cognitivo durante o envelhecimento.

A reserva cognitiva também pode adiar o início dos sintomas em pessoas que sofrem de demência. Esta opinião é corroborada por estudos que mostram que os bilíngues que sofrem de Alzheimer demoram anos a mais a apresentar os sintomas do que as pessoas que falam apenas um idioma.

"Nossa conclusão é que a experiência ao longo da vida na gestão da atenção para duas línguas reorganiza redes específicas do cérebro, criando uma base mais eficaz para o controle executivo, sustentando um melhor desempenho cognitivo ao longo da vida," diz a Dra. Bialystok.

Redação do Diário da Saúde

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Passas, melancia, tofu: veja alimentos amigos da pressão arterial

De acordo com estudos, alimentos como melancia, uvas passas
e até mesmo o chocolate podem ajudar a diminuir a pressão arterial
Fotos: Getty Images


A inclusão de determinados alimentos na dieta diária pode trazer benefícios significativos para a pressão arterial. De acordo com um pequeno e novo estudo feito no Louisville Metabolic and Atherosclerosis Research Center, as uvas passas são grandes aliadas neste sentido. As informações são do jornal Huffington Post .

Os pesquisadores descobriram que comer uvas passas três vezes ao dia pode diminuir em três vezes a pressão arterial, quando este item é comparado a outro tipo de alimento - o que pode ser um bom indicativo para pessoas que não tem a pressão alta, mas apresentam quadro de pré-hipertensão.
 
A pré-hipertensão é definida por apresentar um nível de pressão sistólica do sangue entre 120 e 139 milímetros de mercúrio, ou um nível de pressão arterial diastólica entre 80 e 89 milímetros de mercúrio. A pressão normal geralmente apresenta pressão sistólica entre 120 milímetros ou menos, enquanto a diastólica varia entre 90 e 99.

O estudo incluiu 46 homens e mulheres com pré-hipertensão, que ingeriram passas e também petiscos como bolachas de água e sal ou cookies (sem adição e passas, vegetais ou frutas) - sendo que ambos tinham a mesma quantidade de calorias. Todos os participantes comeram estes petiscos três vezes por dia, ao longo de 12 semanas.
 
Eles concluíram que os que ingeriam as passas reduziram a pressão sistólica (o número mais alto na leitura da pressão arterial, "com as batidas do coração"; e a diastólica (o número mais baixo na leitura, que significa o "relaxamento" entre os batimentos cardíacos). No entanto, os que ingeriram outros tipos de petiscos não apresentaram quedas significativas em sua pressão arterial.
 
Os profissionais envolvidos na pesquisa disseram que ainda não há certeza sobre como as uvas passas podem afetar neste sentido, mas os valores nutricionais deste item trazem altos níveis de potássio - que pode influenciar positivamente na pressão arterial, além de conter antioxidantes, fibras, polifenóis e ácido fenólico.
As uvas passas não são os únicos alimentos que estão ligados aos benefícios à pressão arterial. Confira outros sete alimentos que podem ser aliados deste problema.

Kiwis
Um estudo apresentado ano passado na American Heart Association mostrou que comer três kiwis por dia pode diminuir a pressão arterial. A pesquisa incluiu 188 homens e 55 idosos, com leve alteração arterial. Eles foram instruídos a comer três kiwis por dia, ou uma maça por dia, por oito semanas.
Os participantes que comeram kiwi tiveram seus níveis de pressão sistólica menores do que quem ingeriu maçça. O kiwi é rico em luteína, com propriedades antioxidantes.

Banana
Um estudo publicado em 2005 pelo jornal Hypertension concluiu que é possível baixar o nível de pressão arterial a partir da ingestão de alimentos ricos em potássio, ao invés de incluir na dieta suplementos.
Os participantes do estudo que consumiram o citrato de potássio - encontrado naturalmente nos alimentos - tiveram os mesmos efeitos de redução da pressão arterial de que as pessoas que usavam cloreto de potássio, disponível apenas em suplementos.

Melancia
Além de ser refrescante, a melancia contém nutrientes como fibras, vitamina A e potássio. Um estudo da Florida State University mostrou que o aminoácido presente na fruta também pode ter efeitos positivos para a pressão arterial.
Os pesquisadores observaram nove pessoas com pré-hipertensão que ingeriram seis gramas do aminoácido presente na fruta, por um período de seis dias. Eles descobriram que os participantes apresentaram diminuição na pressão arterial, além de um melhor funcionamento das artérias.


Batata roxa
Um pequeno estudo apresentado no ano passado na American Chemical Society mostrou que vegetais roxos têm o poder de baixar a pressão arterial em níveis semelhantes ao da aveia.
O estudo inclui 18 pessoas com pressão alta. Eles comeram de seis a oito batatas roxas, com casca e tudo, duas vezes ao dia, por um mês. Os pesquisadores notaram que os níveis de pressão sistólica e diastólica caiu ao final do período. No entanto, a experiência foi apenas uma observação, pois os participantes não foram comparados com pessoas que não comeram batata roxa durante o estudo.


Queijo tofu
Comer queijo tofu e outros alimentos com soja na composição pode diminuir a pressão arterial, segundo estudo apresentado no encontro anual da American College of Cardiology.
A pesquisa incluiu 5 mil pessoas, que foram monitoradas por 20 anos. Os especialistas envolvidos descobriram que as pessoas que mais consumiram isoflavonas - encontrada na soja, amendoim e chá verde - tiveram níveis mais baixos de pressão sistólica.


Chocolate
O chocolate pode ser benéfico para pessoas que sofrem com a hipertensão. O journal BMC Medicine mostrou que um antioxidante encontrado no alimento seria responsável por dilatar os vasos sanguíneos, auxiliando na diminuição da pressão arterial. No entanto, alguns resultados ainda são conflitantes. Embora tenho sido descoberto que o consumo pode reduzir significativamente a pressão arterial para hipertensos, o mesmo resultado não foi comprovado em pessoas com pressão normal.

Pimenta
Se você gosta de comidas calientes, pode também estar fazendo um favor para sua pressão arterial. Um estudo de 2010 publicado no jornal Cell Metabolism mostrou que a capsaicina - um apimentando ingrediente encontrado na pimenta - ajudou a baixar a pressão arterial em ratos hipertensos. No entanto, pesquisadores de uma universidade na
China observam que os resultados precisam ser replicados em humanos.

Fonte: http://saude.terra.com.br

domingo, 1 de abril de 2012

Alimentação correta traz bom humor!


Quem procura qualidade de vida sabe que um dos segredos está na alimentação. O que comemos é a balança para a manutenção da saúde, disposição física, boa forma e até para equilibrar o humor.

Quando ficamos muito tempo sem comer, ocorre uma diminuição na liberação de serotonina, uma substância química responsável pela transmissão dos impulsos nervosos entre os neurônios. Essa diminuição causa aquele mau humor insuportável. Outro motivo que leva quem se alimenta mal a ficar mal humorado é a liberação de cortisol, hormônio diretamente relacionado com o humor. Além disso, a fome faz com que o corpo libere neurotransmissores e outras substâncias que, dependendo das situações e da quantidade liberada, também fazem com que o indivíduo fique bem ou mal humorado.

Algumas substâncias encontradas nos alimentos têm a capacidade de melhorar e até estimular o sistema nervoso. Carboidratos (preferência os complexos), por exemplo, que têm a capacidade de aumentar a produção de serotonina, susbtância responsável pela sensação de prazer e bem-estar. O chocolate (com moderação) provoca efeito semelhante, funcionando como um calmante em situações difíceis.

Já o chá preto, café, refrigerantes e guaraná em pó são contra-indicados, pois são produtos ricos em cafeína, o que faz a ansiedade aumentar.

Gorduras saturadas e álcool também devem ser consumidos em pequenas doses. Eles interferem na atividade neural, provocando fadiga e raciocínio lento.

Outro indicado como um dos maiores inimigos do bom humor é o açúcar refinado, pois ele causa um pico de glicemia, um pico de euforia que é temporário. Essa concentração de glicose e conseqüente energia e euforia cai logo, deixando uma sensação de mau humor e moleza. Por isso, fuja dos doces e do cafezinho com açúcar.

Alguns alimentos que ajudam a manter o bom humor

Alface: Ameniza a irritação; a lactucina e lactupicrina, encontradas principalmente nos talos das folhas, atuam como calmante.

Banana: Diminui a ansiedade; age como calmante garantindo um sono tranqüilo. É rica em carboidratos, potássio e magnésio e possui vitamina B6, que ajuda a dar “pique” no organismo.

Mel e carboidratos em geral: Melhoram a sensação de prazer e bem-estar. Estimulam a produção de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar.

Espinafre e brócolis: Previnem a depressão. Contêm potássio e ácido fólico, importantes para o bom funcionamento das células e principalmente para o desenvolvimento fetal. Estabilizam a pressão e garantem o bom funcionamento do sistema nervoso devido ao magnésio, ao fosfato e às vitaminas A e C e ao Complexo B.

Peixes e frutos do mar: Diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio que agem no cérebro.

Jabuticaba: Rica em ferro, vitamina C, vitaminas do complexo B e carboidratos, a jabuticaba ajuda a combater a anemia, além de aumentar as defesas do organismo. Age como antidepressivo e reanima, pois fornece energia.

Laranja: Promove um melhor funcionamento do sistema nervoso. É um relaxante muscular e ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga. Tem substâncias hidratantes e é rica em vitamina C, cálcio e vitaminas do Complexo B.

Ovos: Garantem o bom humor. São ricos em tiamina e niacina (vitaminas do complexo B), ácido fólico e acetilcolina. Sua falta leva à apatia, ansiedade e perda de memória.

Uvas: Melhoram o funcionamento do sistema nervoso. Atuam como antioxidantes e retardam o envelhecimento precoce. Possuem boas doses de vitaminas do complexo B, C, flavonóides e carboidratos.

Castanha-do-pará: Auxilia na diminuição do estresse melhorando a depressão. Rica em selênio, um agente antioxidante. Uma unidade ao dia já fornece a quantia diária de selênio (350 mg) recomendada.

Pimenta: Leva à sensação de euforia. Diminui o estresse, melhorando a depressão, e contém capsaicina (responsável pelo sabor ardido) que estimula as terminações nervosas da língua, aumentando a produção de endorfina. Para o humor, as melhores pedidas são a pimenta-de-cheiro, a vermelha, a malagueta e a comari.

Chocolate: Este é o que tem maior impacto sobre o humor. Possui açúcar, agindo como calmante no cérebro agitado. Contém tirosina, substância que estimula a produção de serotonina. Uma unidade de bombom é suficiente.
http://www.maisqualidadedevida.com.br/

OUTROS VÍDEOS SUGERIDOS PELA QUALITAS VITAE

Comemorando 35 anos de Globo Repórter, a maioria dos brasileiros escolheu como tema a reportagem: Saúde e Qualidade de Vida. Matéria sobre obesidade - Globo Repórter. Quanto mais equilibrada for a vida de um profissional, melhor será a sua performance profissional. Além disso, a sua identidade não estará baseada apenas em seu trabalho, mas também em outros aspectos vitais para a sua realização.

Dicas para reduzir calorias

Legumes e grelhados podem ser consumidos sem pão ou torradinhas. Escolha a massa com molho de tomate e uma proteína. No japonês, fique longe de opções fritas ou empanadas. Já na churrascaria, o ideal é começar pelas saladas.

Saiba quanto você precisa correr por semana para perder calorias.

A corrida é uma boa opção para quem quer emagrecer rápido. Um pessoa que pesa entre 60 e 70 quilos pode perder entre 500 e 600 calorias se correr durante uma hora. É importante passar por uma consulta médica antes do exercício.

Exercício em casa ou no parque aumenta tempo e qualidade de vida.

O exercício físico regular pode aumentar o tempo e a qualidade de vida de uma pessoa. O preparador físico José Rubens D'Elia mostra que é possível praticar exercícios em parques, na vizinhança ou em casa, com uma academia particular.

Médico dá mais algumas dicas saudáveis e baratas.

Dicas para levarmos uma vida mais saudável sem gastar muito para isso. Depois do programa, ele respondeu perguntas enviadas pela internet e deu outras sugestões.

Confira uma série de exercícios para melhorar o equilíbrio

O preparador físico José Rubens D'Elia mostra exercícios que podem ser feitos em casa e ajudam a melhorar o equilíbrio corporal.

Aprenda a comer bem e se manter saudável.

Um dos sinônimos de felicidade para todos é a saúde. Uma das formas de manter o metabolismo equilibrado e ainda garantir qualidade de vida é acertar na alimentação.

Dicas para melhorar a alimentação de crianças e adolescentes

As refeições devem ser adequadas às atividades ao longo do dia, evitando guloseimas e refrigerantes. A má alimentação pode causar cansaço, sonolência, apatia e irritação.

Pele deve receber cuidados especiais de acordo com a idade.

Na adolescência, o principal problema são as espinhas. Dos 20 aos 40 anos, a pele começa a perder a capacidade de regeneração e podem surgir manchas. Entre os 40 e os 60 anos, ocorre uma perda da elasticidade da pele e o contorno da face muda.

Transport é um dos aparelhos de maior sucesso nas academias.

Uma pessoa de aproximadamente 70 quilos pode queimar 300 calorias em 40 minutos em um ritmo mais leve. O exercício não provoca impacto nos joelhos.